Pessoas buscam emprego, mas não querem saber de trabalhar; esse é o dilema vivido pelos empresários

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Em abril o desemprego atingiu 13,2 milhões de pessoas, de acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Mas o grande número de desempregados não é apenas por causa da crise que o país nos últimos anos. A constatação é que muitos procuram emprego, mas não querem trabalhar. A frase é dita diariamente por vários empresários que tentam a todo custo encontrar colaboradores que se dedicam e vestem a camisa da empresa. O que é difícil ultimamente.

Nas agências do Sistema Nacional de Emprego (SINE) e nas empresas de recursos humanos o que não faltam são currículos. No papel, o candidato coloca toda a sua qualificação, seus anseios profissionais, mas na prática a situação é bem diferente.

Quando são contratados começam as exigências. É ter um horário certo, aquele chamado de comercial que vai de 8 às 17 horas; um salário compatível com o mercado; todos os direitos trabalhistas garantidos e não trabalhar aos sábados e domingos.

Esta última é uma das mais complicadas para os empresários. É que para sair da crise ou tentar oferecer um atendimento diferenciado, muitas empresas funcionam em horários diferentes, mas o trabalhador não quer ser um colaborador e às vezes decide por conta própria não trabalhar nestes dias.

A reclamação é geral e os empresários não sabem mais o que fazer. Depois de receber várias queixas neste sentido, a reportagem do Portal GRNEWS procurou saber mais sobre esta realidade.

Conversamos com a psicanalista e assessora de Recursos Humanos da Associação Empresarial de Pará de Minas (ASCIPAM) Karine Chiericato. A profissional vive diariamente o drama destes comerciantes em busca de funcionários que querem um trabalho, mas que não exija o mínimo de esforço:


Karine Chiericato
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Outro fator é que o empreendedorismo está em alta e com isso falta mão de obra especializada na área de vendas. É que o setor exige dedicação, disciplina, organização e trabalho, o que muita gente não quer, como ela afirma:

Karine Chiericato
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Depois que é contratado, Karine Chiericato afirma que o funcionário que não quer trabalhar passa a ser inacessível, reclama de tudo e todos e deixa de cumprir sua função:

Karine Chiericato
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O perfil do trabalhador também mudou ao longo dos anos. Anteriormente a estabilidade e o tempo de serviço eram preciosos para qualquer funcionário, hoje ele quer ser desafiado na maioria das vezes. Por isso há tanta troca de emprego e mudanças repentinas, especialmente com os jovens:

Karine Chiericato
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Karine Chiericato dá dicas importantes para quem está em busca de um emprego ou pretende mudar de ramo. É preciso se conhecer, saber o que realmente quer e mostrar os talentos:

Karine Chiericato
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Além de querer colaborar com a empresa, o candidato à função deve se qualificar. A profissionalização o prepara aprimorando suas habilidades e é uma ferramenta fundamental para alcançar o sucesso. Há várias opções de cursos gratuitos que podem ajudar qualquer pessoa a melhor a forma de trabalhar.

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