GRNEWS TV: Conscientização é o maior desafio no combate às ISTs

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Maria de Lourdes Liguori, enfermeira Referência Técnica da Vigilância Epidemiológica e Patrícia Pimenta, cirurgiã dentista Especialista em Cirurgia Buco Maxilo Facial, que abordaram ações de prevenção de ISTs e manifestações bucais.

Prevenir exige mudança de comportamento
Na rotina das Unidades Básicas de Saúde, o maior obstáculo não está nos procedimentos clínicos, mas na sensibilização da população. Para os profissionais, é muito mais simples realizar atendimentos de rotina do que promover mudanças de hábitos. A prevenção exige reflexão, compromisso contínuo e disposição para rever comportamentos, algo que nem sempre é bem recebido. O exemplo do tabagismo ilustra bem esse cenário: tratar as consequências costuma ser mais fácil do que abandonar práticas nocivas mantidas por anos.

Responsabilidade compartilhada faz o sistema funcionar
A atenção primária tem papel central nesse processo. Cabe às equipes de saúde atuar como vigilantes do território, identificando riscos, orientando famílias e promovendo educação em saúde. No entanto, esse esforço só gera resultados quando a população também assume sua parte. Profissionais precisam manter condutas alinhadas e garantir que o serviço funcione, enquanto os cidadãos devem compreender que prevenção é um investimento pessoal e coletivo.

Saúde vai além dos consultórios
Os desafios não são exclusivos do setor da saúde. Educação, assistência social, legislativo e gestão pública precisam caminhar juntos. Muitos agravos têm origem em fatores sociais e comportamentais, e acabam chegando ao sistema de saúde apenas na fase mais crítica. Por isso, o trabalho intersetorial é fundamental para reduzir danos e evitar que problemas previsíveis se transformem em crises.

Sífilis preocupa e cresce na região
Entre as infecções sexualmente transmissíveis, a sífilis se destaca como a principal preocupação atual. Dados regionais mostram que ela foi a doença mais registrada em 2025 nos 54 municípios da macrorregião. O problema se manifesta de diferentes formas: adquirida na população em geral, durante a gestação e na forma congênita, quando é transmitida da mãe para o bebê. Esse cenário consolida a sífilis como um grave problema de saúde pública.

Risco está no comportamento, não no perfil
Não existe um perfil específico de pessoas mais suscetíveis. O fator determinante é o comportamento de risco, especialmente relações desprotegidas. Ainda assim, grupos em situação de vulnerabilidade social, como pessoas em situação de rua, estão mais expostos diariamente e exigem atenção redobrada das políticas públicas.

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