GRNEWS TV: Disciplina financeira garante sucesso do plano contra dívidas; mulheres e idosos figuram entre os grupos mais endividados

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a advogada Karine Aguiar, especialista em direito empresarial, educacional e do consumidor, trouxe um alerta contundente sobre os impactos do superendividamento na vida dos brasileiros.

Cumprir o acordo é regra obrigatória
Ao aderir à Lei do Superendividamento, o consumidor assume um compromisso formal. Depois que o nome é retirado dos cadastros de inadimplentes, não é permitido voltar a consumir de forma descontrolada nem deixar de pagar o que foi repactuado. O descumprimento do acordo leva o caso diretamente à Justiça, sem margem para nova discussão. O pedido parte do próprio devedor, que declara ter condições reais de cumprir o plano aprovado.

Educação financeira acompanha todo o processo
A reorganização não termina com a assinatura do acordo. A educação financeira é parte essencial do plano. O consumidor passa a entender como distribuir a renda, controlar despesas fixas e evitar novas dívidas. Em muitos casos, há acompanhamento contínuo, com orientação para dúvidas do dia a dia, justamente para evitar recaídas e um endividamento ainda maior.

Responsabilidade protege a economia e os empregos
O crédito é concedido com base na boa-fé. Quando há inadimplência em massa, todo o mercado sente os efeitos. O aumento do número de devedores compromete a economia local, reduz o consumo e pode afetar até a manutenção de empregos. Por isso, o equilíbrio financeiro do consumidor também tem impacto social.

Mulheres e idosos entre os mais afetados
Dados e atendimentos práticos mostram que mulheres e idosos figuram entre os grupos mais endividados em algumas regiões. Entre mulheres, o consumo emocional e a compra por impulso aparecem como fatores recorrentes. Já os idosos enfrentam problemas graves com empréstimos consignados, muitas vezes contratados sem plena compreensão ou até por terceiros, como familiares.

Fraudes e abusos contra idosos preocupam
Há casos em que benefícios são comprometidos por empréstimos feitos de forma indevida em terminais bancários ou por uso irregular do cartão por parentes. Em situações mais graves, surgem relatos de coação e ameaça. Quando identificadas, essas práticas podem ser investigadas e contestadas, com pedidos de cancelamento dos débitos.

Mínimo existencial é preservado no plano
Durante a vigência do acordo, a renda do consumidor é parcialmente comprometida, geralmente entre 30% e 45%, conforme cada caso. O objetivo é garantir o pagamento das dívidas sem comprometer despesas básicas, preservando o chamado mínimo existencial e a dignidade financeira do devedor.

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