GRNEWS TV: Violência doméstica contra as mulheres vai muito além da agressão física
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a delegada Ana Cristina de Oliveira Bicalho Leão e a escrivã Nathanny Sena, apresentaram dados preocupantes e falaram sobre a atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) na 3ª Delegacia Regional de Segurança Pública da Polícia Civil, sediada em Pará de Minas.
Dependência emocional e financeira dificulta rompimento
A violência doméstica contra as mulheres vai muito além da agressão física. Especialistas explicam que ela costuma seguir um ciclo dividido em três fases. A primeira começa com ofensas, humilhações e xingamentos. Em seguida, surge o período de tensão, quando podem ocorrer empurrões, tapas e outras agressões. Depois vem a chamada fase da reconciliação, quando o agressor pede perdão, promete mudar e tenta reconquistar a vítima com presentes e declarações.
Esse movimento repetitivo torna o rompimento extremamente difícil. Muitas mulheres enfrentam dependência emocional, financeira e, em vários casos, precisam considerar o bem-estar dos filhos. Mesmo após registrar ocorrência e solicitar medida protetiva, algumas acabam sendo convencidas a retomar o relacionamento.
Rede de apoio é fundamental
Autoridades destacam que o enfrentamento não é responsabilidade exclusiva da polícia. Órgãos como o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS), o Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) oferecem suporte psicológico e social. A orientação é que a vítima busque acompanhamento especializado para fortalecer sua autonomia e romper o ciclo abusivo.
A denúncia é considerada passo essencial, mas não resolve sozinha a complexidade do problema. A dependência econômica, o medo e a preocupação com a estrutura familiar ainda pesam na decisão de muitas mulheres.
Lei mudou, mas desafios persistem
Nos anos recentes, alterações na legislação tornaram algumas ações penais incondicionadas, ou seja, o processo pode seguir mesmo que a vítima tente desistir. Ainda assim, casos de arrependimento continuam sendo registrados.
Especialistas lembram que fatores como famílias numerosas e dificuldades financeiras levam muitas mulheres a suportarem situações de violência por receio de não conseguirem sustentar os filhos sozinhas. O desafio, portanto, envolve mudança cultural, fortalecimento das políticas públicas e mobilização de toda a sociedade para garantir proteção e dignidade às vítimas.
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