GRNEWS TV: Expedição percorreu da nascente até regiões impactadas pelo excesso de poluição revelando desafios e riquezas do Rio Pará

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, José Hermano Oliveira Franco, biólogo e presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Pará (CBH do Rio Pará), detalhou tudo sobre a Expedição Rio Pará Vivo 2026.

Expedição Rio Pará Vivo 2026
A Expedição Rio Pará Vivo 2026 percorreu diferentes municípios da bacia hidrográfica do Rio Pará e revelou cenários que misturam beleza natural, preocupação ambiental e mobilização social. A iniciativa reuniu especialistas, ambientalistas, lideranças comunitárias e representantes públicos em uma travessia realizada dentro da água, utilizando caiaques para observar de perto a realidade do rio.

Logo no início da expedição, em Resende Costa, a equipe encontrou um cenário considerado alarmante. Apesar da largura do rio chegar a cerca de 70 metros em determinados pontos, a profundidade registrada era extremamente baixa, consequência do assoreamento e da degradação ambiental próximos à nascente.

Educação ambiental e saneamento ganharam destaque
Durante a passagem por cidades como Passa Tempo e Carmo do Cajuru, a expedição promoveu mobilizações envolvendo estudantes, moradores e autoridades locais. Também foram assinados acordos ligados ao Programa de Saneamento Rural, que prevê soluções individuais para tratamento de esgoto em comunidades afastadas.

Entre as tecnologias apresentadas estão biodigestores, sistemas de evapotranspiração e círculos de bananeiras, alternativas consideradas mais viáveis para áreas rurais onde redes coletoras convencionais são mais difíceis de implantar.

A participação de crianças e jovens foi apontada como fundamental para despertar consciência ambiental e fortalecer o sentimento de pertencimento em relação ao rio.

Poluição urbana preocupa especialistas
Um dos momentos mais impactantes aconteceu durante a travessia pelo Rio Itapecerica, em Divinópolis. Integrantes da expedição utilizaram equipamentos de proteção devido à baixa qualidade da água e à presença de esgoto sem tratamento.

Também foram relatados problemas envolvendo chorume de antigo lixão atingindo nascentes e a proliferação excessiva de aguapés, fenômeno associado ao excesso de matéria orgânica despejada no rio.

Mesmo diante das dificuldades, ações de saneamento rural seguem sendo implantadas em comunidades da região para tentar reduzir os impactos ambientais.

Comunidades tradicionais fazem alerta
A passagem pela comunidade de Velho da Taipa e pela Reserva Indígena Kaxixó reforçou outro debate importante: a redução da vazão do rio devido à intensa captação de água para irrigação.

Lideranças alertaram para riscos à pesca, às lagoas de desova e à sobrevivência cultural das comunidades tradicionais que dependem diretamente do Rio Pará.

Após o encerramento da expedição em Pompéu, o Comitê da Bacia informou que os dados coletados deverão embasar novas cobranças, projetos ambientais e políticas públicas voltadas à recuperação e preservação do rio.

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