GRNEWS TV: Lixo acumulado pressiona saúde pública e o aterro de Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, o diretor de Vigilância em Saúde, Adilson José Batista, detalhou as estratégias adotadas pelo município para conter o avanço da dengue em Pará de Minas.
Coleta seletiva ainda não evita desperdício e sobrecarga ambiental
Mesmo com a coleta seletiva implantada há muito tempo, mas com funcionamento questionado pela população, Pará de Minas ainda envia cerca de 40 toneladas de resíduos por mês ao aterro sanitário que poderiam ser reaproveitadas ou descartadas de forma correta. Esse volume excessivo reduz a vida útil do aterro, gera transtornos operacionais e amplia riscos à saúde pública.
Resíduos esquecidos viram foco de doenças
O maior problema não está apenas no lixo doméstico comum, mas nos resíduos que não são recolhidos pelos caminhões tradicionais. Isopor, eletroeletrônicos, pneus, vidros e móveis velhos acabam acumulados em quintais e fundos de lote, transformando-se em criadouros do mosquito Aedes aegypti e agravando o cenário da dengue no município.
Mutirões aliviam, mas não resolvem o problema
As forças-tarefa de limpeza têm papel essencial e atuam com base nos dados de maior incidência da doença, priorizando bairros com mais notificações. Esses mutirões recolhem e separam corretamente os materiais, que são encaminhados a locais adequados até a retirada por empresas especializadas. Ainda assim, a periodicidade espaçada faz com que o acúmulo volte a acontecer.
Falta de diálogo trava avanços estruturais
O debate sobre o aumento da taxa de coleta de lixo e a revisão dos contratos de recolhimento expôs a necessidade de mais diálogo entre Executivo e Legislativo. Sem flexibilidade e decisões conjuntas, soluções estruturais acabam adiadas, enquanto o problema cresce nas ruas e dentro das casas.
Revisão do modelo é apontada como saída
Apesar de existirem leis suficientes para enfrentar a questão, a avaliação é de que falta execução prática. A expectativa é que a atual gestão, liderada pelo prefeito Inácio Franco, avance na revisão dos contratos e implante um sistema mais ágil e frequente de recolhimento de resíduos não orgânicos, evitando riscos à saúde e preservando o meio ambiente.
Assista, deixe o like e se inscreva no canal GRNEWS TV no YouTube:
Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

