GRNEWS TV: Força-tarefa desencadeia a Operação Baco ampliando o combate à cachaça clandestina em Minas Gerais
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Wagner Dibai e Flávio Santos, fiscais agropecuários químicos do IMA, explicaram como funciona a força-tarefa da Operação Baco vem intensificando o combate à comercialização de bebidas clandestinas em Minas Gerais. A ação reúne órgãos estaduais e federais em uma fiscalização integrada para combater irregularidades no setor de bebidas, principalmente envolvendo cachaças falsificadas, adulteradas ou sem registro.
Fiscalização integrada tenta barrar bebidas adulteradas
Os representantes do Instituto Mineiro de Agropecuária explicaram que a operação é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, contando ainda com participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Ministério Público, IMA e Ministério da Agricultura.
Segundo os fiscais, a atuação conjunta busca enfrentar não apenas a clandestinidade, mas também práticas ligadas ao crime organizado. O trabalho inclui fiscalização em comércios, distribuidoras e estabelecimentos que vendem bebidas em várias regiões do estado.
Saúde pública é uma das maiores preocupações
Além da concorrência desleal contra produtores legalizados, as autoridades alertam para os riscos que bebidas adulteradas oferecem à população. Produtos clandestinos podem conter substâncias tóxicas e contaminantes perigosos ao organismo.
Os fiscais explicaram que muitos consumidores acabam sendo atraídos por preços muito abaixo do mercado sem perceber os perigos envolvidos. Em vários casos, criminosos reutilizam embalagens famosas e aplicam rótulos falsificados para enganar os compradores.
A orientação é que o consumidor sempre desconfie de valores excessivamente baixos e verifique se o produto possui registro regularizado.
Fiscalização tenta evitar novos casos graves
As equipes também destacaram que a fiscalização vai muito além da aplicação de multas. O objetivo principal é garantir segurança alimentar e evitar problemas graves de saúde pública.
Segundo os especialistas, alimentos e bebidas precisam atender padrões técnicos de qualidade. Quando há adulteração ou produção irregular, o consumo pode causar intoxicações, internações e até mortes.
Durante a entrevista, foi citado o caso envolvendo metanol registrado em São Paulo no ano passado, que provocou mortes e levantou alerta nacional sobre os perigos da produção clandestina.
Os fiscais explicaram ainda que a produção inadequada da cachaça pode gerar contaminantes altamente nocivos. Por isso, as operações seguem sendo ampliadas em Minas Gerais para proteger consumidores e fortalecer os produtores que atuam dentro da legalidade.
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