Incidência de Covid-19 segue em alta e Governo de MG mantém Pará de Minas na onda Vermelha

GRNEWS nas Redes Sociais Facebook Twitter YouTubeWhatsApp WhatsApp

Pará de Minas continua, pela macrorregião Oeste, na onda Vermelha. É o que mostra nova análise feita pelo Governo de MG e divulgada nesta quarta-feira, 20 de janeiro. Mas o município, mesmo enquadrado na fase mais restritiva do Minas Consciente, não cumpre o que determina o plano estadual e mantém todo o comércio aberto e apenas bares, restaurantes e lanchonetes devem fechar as portas às 21 horas. A explicação era que um decreto municipal estava em vigor e por isso não havia necessidade de novas mudanças. Porém, este mesmo decreto venceu na terça-feira (19) e desde então o Município não se posicionou. A economia é a prioridade desde o início da pandemia e não a saúde da população.

Com um aumento de 19% na taxa de incidência do coronavírus em Minas na semana passada, o Comitê Extraordinário Covid-19 definiu pela manutenção de dez das 14 macrorregiões na onda Vermelha do Minas Consciente. Nessa fase do plano, é autorizada a abertura somente dos serviços essenciais, como padarias, supermercados, farmácias e bancos.

As regiões Norte, Noroeste e Triângulo do Norte também seguirão na onda amarela, quando são autorizados alguns serviços considerados não essenciais, como bares, com consumo no local, e salões de beleza. Apenas a macrorregião Triângulo Sul permanece na onda Verde, com a permissão de funcionamento de atividades não essenciais com alto risco de contágio, como cinemas, parques e teatros.

As recomendações, válidas a partir de sábado, 23 de janeiro, visam controlar o avanço da doença e fazem parte das orientações para a retomada segura e gradual das atividades econômicas.

Cautela
De acordo com o chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Saúde, João Pinho, o Estado tem feito um grande esforço para distribuir a vacina o mais rápido possível, mas o número de doses disponíveis ainda é limitado e os cuidados devem ser mantidos.

“A incidência continua alta e nos demanda uma atenção grande, tanto por parte do estado e dos gestores municipais, quanto por parte da população. Tivemos esta semana o início da vacinação, conseguimos entregar em todas as regionais. Isso pode dar uma sensação de que a briga está vencida, o que não é a visão mais apropriada para o momento. A quantidade de vacinas ainda é reduzida, ela tem o foco bem específico, então é muito importante que todos os cidadãos e gestores municipais permaneçam com as medidas de distanciamento e com as fiscalizações”, alertou.

João Pinho também destacou que a região Centro apresentou uma melhora nos indicadores em relação à semana passada, mas o Comitê optou pela manutenção na onda vermelha até que os resultados sejam mais sólidos.
“A região Centro requereu uma análise adicional. Observamos uma pequena melhora do grau de risco, mas, dado o momento atual, o Comitê entendeu prudente manter na onda vermelha e aguardar mais uma semana para ver se, de fato, é um viés de melhora ou se foi uma pequena variação, para tomarmos a decisão mais apropriada”, explicou.

Agência Minas / Reprodução


Casos e óbitos

Nos últimos sete dias, o Estado registrou aumento de 6,5% nos casos confirmados e de 4,4% no número de óbitos. Entre as cidades com menos de 30 mil habitantes, 196 registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e podem avançar de onda independentemente da situação das macro ou microrregiões nas quais estão inseridas.

Onda verde

Agência Minas / Reprodução

A região Triângulo do Sul permanece na onda verde* do Minas Consciente. Essa fase possibilita a abertura de serviços não essenciais com alto risco de contágio. São eles:

– Atividades artísticas, como produção teatral, musical e de dança e circo;
– Cinemas, bibliotecas, museus, arquivos;
– Parques, zoológicos e jardins;
– Feiras, congressos, exposições, filmagens de festas, casas de festas, bufê;
– Parques de diversão, discotecas, boliches, sinuca;
– Bares com entretenimento (shows e espetáculos);
– Serviços de colocação de piercings e tatuagens.

*Para avançar para a onda verde, as cidades precisam estar há 28 dias consecutivos na onda amarela, sem sofrer retrocessos durante esse período.

Onda Amarela

Agência Minas / Reprodução

As regiões Norte, Noroeste, e Triângulo do Norte estão na onda amarela, fase na qual é permitida a abertura de serviços não essenciais, como:

– Bares (consumo no local);
– Autoescolas e cursos de pilotagem;
– Salões de beleza e atividades de estética;
– Comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo;
– Papelarias, lojas de livros, discos e revistas;
– Lojas de roupas, bijuterias, joias, calçados, e artigos de viagem;
– Comércio de itens de cama, mesa e banho;
– Lojas de móveis e lustres;
– Imobiliárias;
– Lojas de departamento e duty free;
– Lojas de brinquedos;
– Academias (com restrições);
– Agências de viagem;
– Clubes.

Onda Vermelha

Agência Minas / Reprodução

As regiões Oeste, Centro, Jequitinhonha, Leste, Leste do Sul, Nordeste, Vale do Aço, Sudeste, Centro-Sul e Sul estão na onda vermelha, a mais restritiva do Minas Consciente, em que somente os serviços considerados essenciais são permitidos, como:

– Supermercados, padarias, lanchonetes, lojas de conveniência;
– Restaurantes e bares (somente para delivery ou retirada no balcão);
– Açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros;
– Serviços de ambulantes de alimentação;
– Farmácias, drogarias, lojas de cosméticos, lavanderias, pet shop;
– Bancos, casas lotéricas, cooperativas de crédito;
– Vigilância e segurança privada;
– Serviços de reparo e manutenção;
– Lojas de informática e aparelhos de comunicação;
– Hotéis, motéis, campings, alojamentos e pensões;
– Construção civil e obras de infraestrutura;
– Comércio de veículos, peças e acessórios automotores;
– Além de qualquer atividade que possa ser feita a distância, por delivery ou sem a entrada dos consumidores nos estabelecimentos. Com informações da Agência Minas

Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!