Vulneráveis são vítimas em três de cada quatro casos de estupro em São Paulo
O mais recente balanço da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), apresentado recentemente, acende um alerta sobre o perfil da violência sexual no estado. Embora os índices gerais tenham apresentado retração no primeiro mês de 2026, a predominância de crimes contra pessoas incapazes de oferecer resistência é alarmante: 75,3% de todas as notificações de estupro em janeiro envolveram vítimas vulneráveis.
Pela legislação, essa categoria abrange abusos contra menores de 14 anos ou indivíduos que, por enfermidade, deficiência ou estado de consciência alterado (como embriaguez), não possuem condições de expressar consentimento ou se defender. Das 1.182 ocorrências registradas em território paulista, 891 enquadraram-se nessa modalidade específica.
Queda nos registros e avanços na Grande São Paulo
Apesar da gravidade dos dados percentuais, os números absolutos mostram uma tendência de queda. O total de estupros em São Paulo recuou 8% na comparação com janeiro de 2025. Quando analisado especificamente o estupro de vulnerável, a redução foi de 8,9% em relação ao mesmo período de 2024, caindo de 979 para 891 casos.
O destaque positivo do relatório ficou para a região da Grande São Paulo. A área metropolitana registrou uma queda expressiva de 23,8% nos crimes sexuais generalizados. No recorte de vulneráveis, a melhora foi ainda mais acentuada: os registros despencaram 25,5%, passando de 215 ocorrências no início de 2024 para 160 no primeiro mês deste ano.
Homicídios atingem patamar histórico de redução
Além das estatísticas sobre crimes sexuais, a SSP destacou avanços significativos no combate à criminalidade violenta letal. O número de homicídios dolosos — aqueles cometidos com intenção de matar — atingiu em janeiro o menor nível registrado nos últimos 26 anos no estado.
Foram contabilizados 190 casos no mês passado, uma diminuição de 11,6% frente aos 215 assassinatos registrados em janeiro de 2024. A manutenção dessa queda histórica é vista pelas autoridades como um reflexo de novas estratégias de policiamento e investigação, embora o enfrentamento à violência contra vulneráveis siga como o principal desafio da pasta para os próximos meses. Com informações da Agência Brasil
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