GRNEWS TV: Violência contra mulheres começa no namoro e lei pretende ampliar divulgação do Ligue 180

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a delegada Ana Cristina de Oliveira Bicalho Leão e a escrivã Nathanny Sena, apresentaram dados preocupantes e falaram sobre a atuação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) na 3ª Delegacia Regional de Segurança Pública da Polícia Civil, sediada em Pará de Minas.

Maria da Penha vale para qualquer relacionamento
A atuação da delegacia não se limita a casamentos ou uniões estáveis. A Lei Maria da Penha também protege mulheres em namoros e até em relações recentes. Há casos em que, após poucos meses de convivência, já surgem sinais de comportamento tóxico, como controle excessivo, ciúmes doentios e ameaças.

Especialistas alertam que a ideia de “vou mudar ele” raramente se confirma. A tendência é de agravamento da violência ao longo do tempo. No início, o relacionamento pode alternar momentos positivos com episódios de agressividade, criando expectativa de que a fase boa vai retornar. Com o passar dos anos, filhos e patrimônio em comum tornam a decisão de denunciar ainda mais difícil.

Romper o ciclo é prioridade
Autoridades reforçam que preservar a integridade física e emocional deve estar acima de qualquer bem material. Mesmo que haja divisão de patrimônio ou mudanças no padrão de vida, a reconstrução é possível. Permanecer em ambiente abusivo, ao contrário, pode gerar danos psicológicos profundos.

A orientação é observar os primeiros sinais de controle, humilhação ou ameaça. Quanto mais cedo houver intervenção, maiores as chances de evitar a escalada da violência.

Projeto reforça divulgação do 180
A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6140 de 2025, que determina a obrigatoriedade de divulgação do Ligue 180 em conteúdos jornalísticos que abordem casos de violência contra a mulher. O texto segue para análise do Senado e, se aprovado, para sanção presidencial.

A proposta amplia a responsabilidade de rádios, TVs, jornais, sites e redes sociais, fortalecendo a informação como ferramenta de proteção. Para as autoridades, quanto mais visível for o canal de denúncia, maior será a chance de que vítimas procurem ajuda e interrompam o ciclo de agressões.

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