Mercado de trabalho brasileiro atinge o menor nível de desocupação em 14 anos

O Brasil registrou um marco histórico no setor de empregos no início de 2026. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), divulgados ontem (5) pelo IBGE, a taxa de desemprego fixou-se em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro. O índice não apenas demonstra estabilidade em relação ao período anterior, mas consolida o menor percentual já registrado desde que a série comparável foi iniciada, em 2012.

Na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, a melhora é nítida: uma redução de 1,1 ponto percentual. Atualmente, o contingente de pessoas em busca de recolocação soma 5,9 milhões, o menor volume da história da pesquisa, representando uma queda anual de 17,1% no total de desempregados.

Recorde de ocupação e redução do desalento
Enquanto o desemprego recua, o número de brasileiros trabalhando nunca foi tão alto. A população ocupada saltou para 102,7 milhões de pessoas, o maior patamar da série histórica. O nível de ocupação, que mede o percentual de cidadãos em idade ativa que estão efetivamente trabalhando, manteve-se robusto em 58,7%.

Outro dado animador refere-se à população desalentada — aqueles que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam vagas ou por questões de idade e localidade. Esse grupo recuou 15,2% no confronto anual, totalizando 2,7 milhões de pessoas. A taxa de subutilização da força de trabalho, que engloba desocupados e aqueles que trabalham menos horas do que gostariam, também apresentou um recuo significativo de 1,8 ponto percentual em um ano, estabilizando-se em 13,8%.

Rendimento do trabalhador alcança patamar inédito
O cenário positivo não se restringe à quantidade de vagas, mas estende-se à qualidade da remuneração. O rendimento real habitual atingiu R$ 3.652, o valor mais elevado já apurado pelo IBGE. Esse crescimento de 5,4% no ano é impulsionado por dois fatores principais: o aumento de empregos com carteira assinada, que oferecem maior estabilidade, e a valorização do salário mínimo acima da inflação, que serve de referência até para quem atua na informalidade.

A massa de rendimento real, que é a soma de todos os salários pagos no país, também bateu recorde, chegando a R$ 370,3 bilhões. De acordo com a coordenação da pesquisa no IBGE, o crescimento sucessivo dessa massa ao longo dos últimos anos é reflexo de um mercado que está remunerando melhor tanto no setor formal quanto no informal.

Estabilidade supera efeitos sazonais de janeiro
Historicamente, o mês de janeiro costuma apresentar um aumento na desocupação devido ao fim dos contratos temporários de final de ano. No entanto, os resultados deste trimestre mostram que a força das contratações de novembro e dezembro foi suficiente para mitigar essa oscilação sazonal.

A PNAD Contínua, que serve de base para esses dados, é a sondagem mais abrangente sobre o mercado de trabalho nacional. O levantamento percorre 211 mil domicílios em 3.500 municípios trimestralmente, mobilizando cerca de dois mil entrevistadores para garantir a precisão do diagnóstico econômico do Brasil. Com informações da Agência Brasil

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