Serviço militar feminino encerra etapa decisiva de seleção nesta sexta-feira

O relógio corre para as jovens de 18 anos que desejam trilhar a carreira militar. Termina nesta sexta-feira (20), o prazo para que as candidatas selecionadas para o Serviço Militar Inicial Voluntário Feminino compareçam às unidades das Forças Armadas. Esta convocação faz parte da seleção complementar, etapa obrigatória para as voluntárias que buscam integrar as fileiras da Marinha, do Exército ou da Força Aérea Brasileira.

Para garantir a participação, cada voluntária deve acessar o portal oficial de alistamento por meio da conta Gov.br. No site, é possível verificar as orientações específicas sobre o local e o horário exato em que devem se apresentar.

Última barreira antes da vida militar
A fase atual é a quarta e derradeira etapa do processo seletivo. Durante a apresentação nas unidades militares, as candidatas serão submetidas a uma série de avaliações que incluem exames clínicos detalhados e entrevistas complementares. O objetivo é atestar a aptidão física e os requisitos fundamentais para o rigor da formação nas casernas.

Este momento é histórico: trata-se apenas da segunda vez na história do país em que mulheres podem ingressar nas Forças Armadas como recrutas, integrando a base da hierarquia militar. Anteriormente, a presença feminina era restrita aos quadros de sargentos ou oficiais, acessados via concursos de nível técnico ou superior.

Detalhes sobre vagas e incorporação
Para o ciclo de 2026, as Forças Armadas disponibilizaram um total de 1.467 vagas para o público feminino. O Exército Brasileiro concentra a maior demanda, com 1.010 postos, seguido pela Força Aérea com 300 e pela Marinha com 157 oportunidades. As vagas estão espalhadas por 51 cidades em 13 estados e no Distrito Federal.

Aquelas que forem aprovadas nesta última triagem serão incorporadas em dois períodos distintos ao longo do ano: o primeiro entre 2 e 6 de março, e o segundo de 3 a 7 de agosto. Na Marinha, as selecionadas ingressarão na graduação de marinheiro-recruta; já no Exército e na Aeronáutica, o posto ocupado será o de soldado.

Direitos e deveres na carreira
É importante destacar que, assim como ocorre com o contingente masculino, o serviço militar inicial não gera estabilidade na carreira. No entanto, as mulheres recrutas terão assegurados exatamente os mesmos direitos e deveres conferidos aos homens.

A procura pelo voluntariado feminino tem sido expressiva. Enquanto em 2025 cerca de 34 mil mulheres se inscreveram para as vagas voluntárias, o alistamento masculino — que permanece obrigatório — registrou mais de 1 milhão de jovens no mesmo período. A iniciativa consolida a modernização das instituições militares brasileiras ao abrir as portas para o protagonismo feminino na base operacional da defesa nacional. Com informações da Agência Brasil

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