Alerta vermelho: calor extremo deve castigar o sudeste e regiões vizinhas até segunda-feira
O clima de final de ano no Brasil está sendo marcado por temperaturas escaldantes e riscos severos à saúde. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou a manutenção do alerta vermelho — o nível máximo de criticidade — devido a uma persistente onda de calor que atinge diversas regiões. O aviso de “grande perigo” indica que os termômetros devem registrar marcas pelo menos 5°C acima da média histórica até o dia 29 de dezembro, próxima segunda-feira.
Estados e cidades na rota do grande perigo
O fenômeno, que se instalou no último dia 23, cobre áreas extensas e exige atenção total das autoridades e da população. Rio de Janeiro e São Paulo estão integralmente sob o alerta máximo. A massa de ar quente também avança sobre o norte do Paraná, afetando Curitiba e Londrina, e sobre o sul de Minas Gerais, atingindo Juiz de Fora, Uberaba e Varginha. O leste de Mato Grosso do Sul, na região de Três Lagoas, e o sul do Espírito Santo, em Cachoeiro de Itapemirim, completam o mapa da emergência climática.
O perigo das ilhas de calor nos centros urbanos
O Ministério da Saúde alerta que o impacto é intensificado nas grandes cidades pelo fenômeno das “ilhas de calor”. A densidade de edificações e a predominância de concreto e asfalto impedem a dissipação do calor, mantendo as temperaturas elevadas por mais tempo do que em áreas arborizadas. Esse cenário é particularmente perigoso para grupos vulneráveis, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas (diabéticos e pacientes com problemas renais ou cardíacos), além de cidadãos em situação de rua.
Identificando sinais de exaustão térmica
A exposição prolongada a essas temperaturas pode levar o organismo ao colapso. É fundamental saber reconhecer os sintomas precoces de mal-estar térmico para buscar ajuda médica imediata. Os principais indicadores incluem:
Sudorese intensa e fraqueza persistente;
Tonturas, náuseas e dores de cabeça;
Cãibras musculares e quadros de diarreia.
Guia de sobrevivência para temperaturas extremas
Para minimizar os danos, o governo federal recomenda seguir rigorosamente as orientações de proteção individual. A prioridade absoluta deve ser a hidratação constante com água, acompanhada de refeições leves. Especialistas sugerem o uso de roupas frescas e que protejam a pele, além de evitar qualquer tipo de atividade física ou exposição direta ao sol nos horários de pico de calor. Caso surjam sintomas, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação profissional. Com informações da Agência Brasil

