GRNEWS TV: Ataques contra mulheres crescem e boa parte da sociedade segue em silêncio, diz psicóloga

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, abordou ações em defesa da mulher em Pará de Minas e Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

Comoção passageira e um problema permanente
A cada novo caso de violência contra a mulher, a reação inicial é quase sempre a mesma: indignação, tristeza e revolta. Porém, bastam poucos dias para que o assunto saia do debate público, substituído pela próxima tragédia. Para quem atua diretamente no acolhimento dessas mulheres, o cenário é diferente. A violência não desaparece com o silêncio. Ela continua, todos os dias, dentro das casas, das relações e das famílias.

Os números cresceram ou as denúncias aumentaram
A percepção de quem está na linha de frente é clara: os casos aumentaram, sim. Ao mesmo tempo, há mais denúncias e mais notificações, fruto de maior conscientização. Ainda assim, a subnotificação segue alta. Muitas mulheres não denunciam por medo, vergonha ou receio do julgamento social, que frequentemente recai sobre a vítima e não sobre o agressor.

Reação ao avanço feminino
Especialistas apontam um fenômeno preocupante. À medida que mulheres conquistam autonomia, estudam mais, ocupam espaços profissionais e reivindicam igualdade dentro e fora de casa, cresce também uma reação violenta de parte dos homens que se sentem ameaçados. Essa disputa de poder aparece, sobretudo, no ambiente doméstico, onde conflitos cotidianos acabam escalando para agressões físicas e psicológicas.

Educação como ponto de virada
Se nada for feito, a tendência é de agravamento do cenário. Por isso, a educação surge como ferramenta central de prevenção. Levar o debate sobre igualdade, respeito e resolução não violenta de conflitos para dentro das escolas é uma das formas mais eficazes de romper ciclos históricos de agressão. Meninos e meninas precisam aprender, desde cedo, que violência não é linguagem aceitável.

Onde a rede falha
O feminicídio é considerado um crime evitável. Quando ele acontece, houve falhas sucessivas: na educação, nas políticas públicas, no acolhimento institucional e, muitas vezes, na própria sociedade, que julga, desacredita e silencia as mulheres. Romper esse ciclo exige ação contínua, investimento e compromisso coletivo para que a indignação não dure apenas até a próxima notícia.

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