CPI da Saúde avança na Câmara Municipal e revela indícios de falhas no transporte de pacientes em Pará de Minas, diz vereador
A Câmara Municipal de Pará de Minas realizou, ontem 17 de março, mais uma reunião ordinária com debates sobre diferentes temas de interesse público. Entre projetos, requerimentos e pronunciamentos, a tribuna foi utilizada para discutir questões sensíveis, com destaque para a investigação em andamento sobre o transporte de pacientes da rede municipal de saúde.
Vereador apresenta balanço parcial da CPI
O vereador Leonardo Xavier Assunção Silva (Novo), autor da proposta de abertura da investigação, utilizou seu tempo na tribuna para atualizar os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada em 18 de novembro de 2025. A investigação busca apurar possíveis irregularidades na utilização e gestão dos veículos da Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo o parlamentar, a comissão segue em andamento e teve o prazo prorrogado por mais 60 dias, com o objetivo de aprofundar a análise dos dados e avançar na apuração dos fatos.
Denúncias apontam irregularidades e riscos
De acordo com o parlamentar, a criação da CPI foi motivada por denúncias que indicam uso indevido de veículos oficiais, possíveis favorecimentos no agendamento de viagens e falhas que podem ter colocado pacientes em risco. Também há relatos de transporte inadequado de pessoas com doenças transmissíveis e negativa de atendimento em situações em que o direito era garantido.
De acordo com as informações levantadas, os indícios apontam problemas que vão além de outros episódios isolados, sugerindo falhas na organização e gestão do serviço.
Contratos e custos entram no radar da investigação
Durante o pronunciamento, o vereador destacou pontos considerados preocupantes, como valores elevados pagos por serviços terceirizados de transporte. Um dos exemplos citados envolve o custo de deslocamentos curtos realizados por ambulâncias contratadas, que, segundo ele, pra saírem da UPA e se deslocarem até um endereço na avenida Presidente Vargas, um trajeto curtíssimo, chegam a ultrapassar R$ 1 mil por atendimento:
Leonardo Xavier Assunção Silva
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A análise desses contratos faz parte do trabalho da CPI, que busca entender a eficiência dos gastos públicos e identificar possíveis inconsistências.

Estrutura e gestão também são questionadas
Outro aspecto abordado foi a existência de veículos disponíveis sem utilização, enquanto o município mantém contratos ativos com empresas terceirizadas. Para o vereador, a situação levanta questionamentos sobre planejamento, logística e tomada de decisões dentro da estrutura da saúde:
Leonardo Xavier Assunção Silva
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Ele também mencionou avanços obtidos a partir da investigação, como a digitalização de documentos que antes estavam apenas em formato físico, o que facilita o acesso às informações e contribui para maior transparência:
Leonardo Xavier Assunção Silva
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Mudanças administrativas e impactos na apuração
A CPI também acompanha movimentações internas na administração, como transferências de servidores e afastamentos de responsáveis por setores ligados ao transporte. Essas mudanças, segundo o vereador, precisam ser esclarecidas para garantir que não haja interferência nos trabalhos da comissão.
Investigação busca transparência e melhorias no serviço
Com prazo inicial de 120 dias, agora ampliado, a CPI foi prorrogada por mais 60 dias e continuará ouvindo servidores, gestores e demais envolvidos, além de analisar documentos e contratos. O objetivo é esclarecer os fatos, identificar responsabilidades e propor melhorias no sistema de transporte de pacientes.
Transporte de pacientes exige atenção redobrada
O serviço investigado é considerado essencial, já que garante o deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos. Qualquer falha pode impactar diretamente a saúde e a segurança dos usuários.
A atuação da CPI reforça o papel do Legislativo na fiscalização da administração pública, contribuindo para maior transparência e para o aprimoramento dos serviços prestados à população.
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