Governo lança programa de atendimento domiciliar para idosos em regiões vulneráveis

Uma nova iniciativa nacional promete transformar a realidade de centenas de famílias brasileiras que enfrentam os desafios do envelhecimento em contextos de fragilidade social. Batizado de “Cuidando em Casa”, o projeto-piloto levará equipes multidisciplinares de saúde e assistência social diretamente às residências de pessoas idosas. O objetivo é oferecer suporte técnico e humano para garantir dignidade e autonomia a quem mais precisa.

A previsão é que os profissionais iniciem as atividades de campo em abril. Nesta fase inicial, três cidades foram selecionadas para receber a proposta: Fortaleza (CE), Juazeiro (BA) e Colombo (PR). Em cada uma dessas localidades, o foco será o atendimento de 300 idosos, priorizando comunidades com baixos índices de desenvolvimento e alta densidade de população idosa.

Foco na periferia e na saúde geriatra
Em Fortaleza, o projeto terá um olhar atento para o Conjunto Palmeiras — região de menor IDH da capital — e para a Barra do Ceará, bairro que concentra o maior contingente de moradores acima dos 65 anos. A vice-prefeita de Fortaleza e geriatra, Gabriella Aguiar, aponta que a realidade de muitos idosos acamados é crítica: frequentemente, eles ficam sozinhos enquanto os filhos trabalham, o que compromete até mesmo a alimentação básica e a hidratação.

O programa atuará de forma integrada, unindo os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e as Unidades Básicas de Saúde (UBS). A ideia é que o atendimento domiciliar deixe de ser uma ação isolada para se tornar uma política estruturada de proteção social básica.

Aliança internacional e o suporte aos cuidadores
O financiamento da iniciativa conta com uma parceria de peso, envolvendo recursos do governo federal, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, destacou que a política pública também visa “cuidar de quem cuida”. Na prática, a sobrecarga do cuidado doméstico recai quase sempre sobre as mulheres, muitas das quais também já são idosas e dedicam mais de 20 horas diárias ao zelo por seus pais ou companheiros.

A secretária nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo, reforça que o Brasil passa por um processo de envelhecimento acelerado, o que torna urgente o aperfeiçoamento dessas estratégias antes da expansão para todo o território nacional.

Prevenção como estratégia de economia pública
Além do impacto social direto, gestores acreditam que o programa gerará benefícios econômicos para o Estado a longo prazo. O acompanhamento preventivo e a assistência domiciliar constante tendem a reduzir o número de internações hospitalares evitáveis e o agravamento de doenças crônicas. Ao investir na base do cuidado, o sistema público de saúde ganha em eficiência e os idosos em qualidade de vida, permanecendo em seus lares com o amparo necessário. Com informações da Agência Brasil

PUBLICIDADE
[wp_bannerize_pro id="valenoticias"]
Don`t copy text!