GRNEWS TV: Psicóloga afirma que temas como escuta ativa e saúde mental ganham força nas empresas e escolas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a psicóloga Marina Saraiva repassou orientações importantes sobre cuidados com a saúde mental.
Construção coletiva como ponto de partida
Para que ações voltadas à saúde mental sejam realmente eficazes, o caminho começa pela escuta. A proposta defendida é criar espaços onde gestores, professores, alunos e famílias possam ser ouvidos, compreendendo desafios, dificuldades e expectativas. A partir desse diálogo, tornam-se possíveis propostas conjuntas, mais realistas e alinhadas à realidade de cada instituição. O trabalho coletivo passa a ser o eixo central para reduzir tensões e fortalecer relações.
Conhecimento técnico aliado à vivência
O respeito à formação acadêmica é fundamental, mas não suficiente quando se trata de relações humanas. A ideia não é que alguém venha de fora com respostas prontas, mas que contribua para a construção conjunta. Consultores e supervisores atuam como facilitadores, ajudando a organizar processos e apoiar soluções, sempre a partir da escuta dos envolvidos. Esse modelo valoriza saberes diversos e reconhece que ninguém detém sozinho todas as respostas.
NR1 torna saúde mental uma obrigação legal
No ambiente corporativo, a saúde mental deixou de ser opcional. A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 tornou obrigatória a atenção aos chamados riscos psicossociais. Isso inclui avaliar se há assédio, abusos, metas inalcançáveis e práticas que geram adoecimento. A visão de que saúde mental é “mimimi” ou assunto privado perde espaço diante da legislação, que reconhece esse cuidado como direito dos trabalhadores e dever das empresas.
Identificar excessos e violências normalizadas
A nova exigência legal também chama atenção para sinais de adoecimento, como excesso de telas, uso abusivo de álcool ou outras drogas, falta de tempo de qualidade e a naturalização de violências psicológicas e físicas. Não se trata de invadir a subjetividade dos colaboradores, mas de identificar padrões que indicam ambientes não saudáveis e que comprometem o bem-estar coletivo.
Planos de ação e impactos positivos
Após identificar riscos, o passo seguinte é criar planos de ação. Medir, analisar e intervir de forma estruturada contribui para melhorar relações, comunicação, motivação e qualidade de vida. Ambientes mais saudáveis refletem diretamente na saúde mental das pessoas e também nos resultados das organizações, fortalecendo equipes e promovendo desenvolvimento sustentável.
Assista, deixe o like e se inscreva no canal GRNEWS TV no YouTube:
Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

