Ofensiva nacional contra a comunicação do crime organizado retira milhares de celulares de presídios brasileiros

O combate à articulação das facções criminosas de dentro dos estabelecimentos penais avançou de forma expressiva no país. Uma mobilização coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública alcançou a marca de 8,5 mil aparelhos telefônicos recolhidos no interior de unidades prisionais desde o início dos trabalhos, em outubro de 2023. A estratégia foca no isolamento de lideranças criminosas e na interrupção do fluxo de ordens para o ambiente externo.

A fiscalização contínua já cobriu 680 complexos penitenciários distribuídos por todo o território nacional, resultando na varredura minuciosa de 40.124 celas. A Operação Mute — cujo nome faz alusão ao termo “mudo” na língua inglesa — integra as diretrizes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado e se consolida por meio da atuação conjunta de policiais penais das esferas estadual, federal e do Distrito Federal.

Resultados preliminares da décima primeira fase revelam centenas de novas apreensões nesta semana
Os dados mais recentes das vistorias foram apresentados em Brasília pela Secretaria Nacional de Políticas Penais. Entre os dias 18 e 23 de maio de 2026, a iniciativa cumpriu o cronograma de sua 11ª etapa operacional.

Mesmo com indicadores ainda em caráter preliminar, os agentes públicos vistoriaram 49 penitenciárias e realizaram buscas detalhadas em 2.611 celas ao longo da semana. O esforço concentrado nessas dependências resultou na interceptação e retenção de mais 534 dispositivos móveis que estavam em posse dos detentos.

Investimento milionário moderniza a infraestrutura tecnológica e a frota de unidades estratégicas
Para sustentar o enfraquecimento das comunicações ilícitas a longo prazo, a União direcionou recursos para o aparelhamento tecnológico e logístico das instalações de detenção. Por meio do projeto Padrão Segurança Máxima, que conta com um orçamento total de 324 milhões de reais, o governo federal já destinou 184,9 milhões de reais — o equivalente a 57% da verba global — para a aquisição e distribuição de novos insumos de vigilância.

O repasse de equipamentos, viaturas e ferramentas tecnológicas visa modernizar presídios classificados como estratégicos em todas as regiões geográficas do país. O mapeamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais dividiu a distribuição dos complexos contemplados conforme os seguintes critérios regionais:
Região Nordeste: Lidera o plano de modernização com 45 estabelecimentos penitenciários integrados ao programa.

Região Sudeste: Contará com o reforço estrutural em 38 unidades consideradas fundamentais para a segurança.

Região Norte: Terá 23 instalações prisionais reestruturadas com os novos recursos federais.

Região Sul: Receberá melhorias em 17 complexos de detenção selecionados pelos comitês técnicos.

Região Centro-Oeste: Fechou o planejamento com o atendimento a 15 presídios locais.

Os valores já investidos permitiram a compra de uma frota de 365 viaturas operacionais, gerando um custo de 108 milhões de reais. Na área de monitoramento e inspeção de visitantes e materiais, o montante viabilizou a compra de 276 aparelhos de raio-X, com custo de 36 milhões de reais, além de 138 scanners corporais de alta precisão, que demandaram o aporte de 38 milhões de reais. Com informações da Agência Brasil

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