GRNEWS TV: Violência contra mulheres expõe falhas urgentes na proteção social
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, abordou ações em defesa da mulher em Pará de Minas e Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
Números que chocam e não podem ser normalizados
Mesmo com leis mais duras e aumento das penas, a violência de gênero segue avançando no Brasil. Em 2025, o país registrou 1.518 feminicídios, o maior número da série histórica. O dado escancara uma contradição dolorosa: o aparato legal se fortalece, mas a realidade nas ruas continua marcada por mortes, medo e impunidade. A sensação coletiva é de retrocesso, como se a sociedade estivesse sempre correndo atrás de tragédias já anunciadas.
Quando o problema vira pacto nacional
O cenário é tão grave que levou os chefes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário a firmarem um pacto nacional para enfrentar o feminicídio. A iniciativa, embora necessária, evidencia que a situação saiu do controle. A pergunta que ecoa é incômoda: quantas mulheres ainda precisarão morrer para que mudanças estruturais aconteçam de fato?
Acolhimento local e esforços solitários
Em Pará de Minas, a realidade também preocupa. Conselhos municipais, Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal de Pará de Minas e entidades da sociedade civil atuam no acolhimento de mulheres vítimas de violência, oferecendo escuta, orientação e apoio diário. Projetos de prevenção em escolas já mostraram resultados positivos, despertando reflexão entre jovens e educadores. O problema é a falta de continuidade. Quando os recursos acabam, as ações param, mesmo sendo comprovadamente eficazes.
Sem investimento não há prevenção
Iniciativas comunitárias sobrevivem, muitas vezes, com recursos pessoais de quem acredita na causa. Falta financiamento público e privado para ampliar projetos educativos e levá-los a todas as escolas. Não adianta investir apenas em obras, tecnologia ou indicadores econômicos se meninas e mulheres continuam vivendo sob ameaça constante.
O silêncio que também mata
Casos recentes mostram uma sociedade que se acostumou a não intervir. O medo, a omissão e a indiferença viraram parte do cotidiano. Esse silêncio coletivo é um dos retratos mais cruéis da violência de gênero e reforça a urgência de uma resposta conjunta. Enfrentar esse problema exige ação do poder público, participação social e, sobretudo, compromisso contínuo com a vida.
Assista, deixe o like e se inscreva no canal GRNEWS TV no YouTube:
Portal GRNEWS © Todos os direitos reservados.

