GRNEWS TV: Mão de obra disponível na penitenciária pode ajudar Prefeitura de Pará de Minas na limpeza da cidade, mas falta convênio
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Marcelo Carvalho, diretor do Complexo Penitenciário Dr. Pio Canedo, falou sobre o processo de ressocialização de sentenciados em Pará de Minas que em certas situações podem trabalhar fora da unidade prisional.
Parcerias ampliam ressocialização e beneficiam a cidade
O sistema prisional tem avançado em iniciativas que buscam integrar detentos à sociedade por meio do trabalho. No Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo, dezenas de internos já participam de parcerias com órgãos públicos e empresas privadas, contribuindo com serviços e ganhando oportunidades de recomeço.
Atualmente, mais de 90 detentos estão inseridos nesse modelo, atuando fora da unidade prisional, principalmente no regime semiaberto. A proposta é oferecer não apenas ocupação, mas também experiência profissional e perspectivas futuras, com possibilidade de encaminhamento para o mercado de trabalho após o cumprimento da pena.
Mão de obra disponível para demandas do município
Entre as possibilidades, está a colaboração com a prefeitura em atividades como capina e limpeza urbana, uma demanda recorrente em diversos bairros, mas não existe um convênio da Prefeitura de Pará de Minas com o complexo penitenciário. Segundo responsáveis pelo projeto, há mão de obra suficiente para atender esse tipo de serviço, desde que haja interesse e alinhamento entre as partes.
Para o poder público, o custo é reduzido. A prefeitura arca basicamente com despesas de alimentação e transporte dos detentos. Já empresas privadas, além desses itens, contribuem com uma remuneração proporcional, geralmente vinculada ao salário mínimo.
Critérios rigorosos e decisão judicial
A participação dos internos não ocorre de forma automática. Cada caso é analisado individualmente e depende de autorização judicial, com base na Lei de Execução Penal. São considerados fatores como comportamento, tempo de pena e condições pessoais do detento.
Esse processo garante que apenas aqueles aptos e em condições adequadas participem das atividades externas, reforçando a segurança e a credibilidade do programa.
Ressocialização como caminho possível
A iniciativa reforça o papel social do sistema prisional, indo além da punição e promovendo a reintegração. Ao permitir que o detento trabalhe, aprenda e contribua com a sociedade, o programa busca reduzir a reincidência e transformar realidades.
A expectativa é que novas parcerias sejam firmadas, ampliando o alcance do projeto e beneficiando tanto os internos quanto a comunidade.
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