Meio ambiente brasileiro apresenta sinais de recuperação com queda no desmatamento
Um balanço consolidado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) traz notícias esperançosas para o patrimônio natural do país. De acordo com os dados do sistema Prodes (Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa), a maioria dos biomas brasileiros registrou uma retração significativa na perda de cobertura vegetal ao longo de 2024, quando comparado ao ano anterior. O levantamento, que utiliza tecnologia de satélite e refinamento técnico, confirma uma tendência de desaceleração na destruição ambiental em áreas críticas.
Mata Atlântica e Amazônia lideram os índices de preservação
O destaque positivo do relatório foi a Mata Atlântica, que apresentou a queda mais expressiva, com uma redução de 37,89% no desmatamento. A Amazônia também seguiu um ritmo de melhora acentuado, com recuo de 28,09% na supressão de suas florestas. Outros biomas importantes não ficaram para trás: o Cerrado registrou queda de 25,76%, enquanto os campos do Pampa viram o desmatamento diminuir em pouco mais de 20%.
Esses números, segundo o Inpe, resultam de uma análise criteriosa que identifica a remoção total da vegetação original, independentemente do uso que será dado ao solo posteriormente. O processo combina a detecção automática por índices de vegetação com a interpretação visual humana para garantir a precisão dos dados.
Desafios persistentes na Caatinga e no Pantanal
Apesar do cenário favorável na maior parte do território, o balanço de 2024 revelou que a pressão ambiental ainda avança em dois biomas específicos. A Caatinga teve um aumento de 9,93% na supressão vegetal, enquanto o Pantanal registrou a alta mais preocupante, com 16,5% de crescimento no desmatamento. Esses dados acendem um alerta para a necessidade de estratégias de conservação mais direcionadas a essas regiões, que possuem ecossistemas frágeis e características únicas.
O papel das políticas públicas e do controle setorial
Para os especialistas do programa BiomasBR do Inpe, o recuo nos índices de desmatamento na maioria das regiões valida a eficácia das medidas de comando e controle implementadas pelo governo. Silvana Amaral, vice-coordenadora do programa, ressalta que o sucesso também se deve a acordos firmados com a sociedade civil e com os setores de exportação e comércio agropecuário, que têm adotado termos de conduta mais rígidos.
A consolidação dessas informações é fundamental para que o Brasil possa planejar políticas ambientais de longo prazo, permitindo que o país ajuste suas ações de fiscalização e proteção com base em evidências científicas sólidas e monitoramento constante. Com informações da Agência Brasil

