GRNEWS TV: Casa onde viveu Padre Libério pode virar memorial em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Alaércio Antônio Delfino, diretor do Museu Histórico, falou sobre a exposição “Museu em Movimento – Memórias de Pará de Minas” e contou alguns fatos marcantes que envolvem personagens como o Venerável Servo de Deus Padre Libério e Benedito Valadares. Também falou sobre a demolição da antiga matriz, entre outros assuntos.
Imóvel tombado entra em fase de negociação
A antiga residência onde viveu Padre Ibério, situada no bairro Nossa Senhora das Graças, em Pará de Minas, foi oficialmente tombada como patrimônio histórico e pode ganhar um novo destino. A Prefeitura articula a compra do imóvel para transformá-lo em memorial dedicado à trajetória do religioso, cuja história integra exposição permanente no museu local.
Existe previsão de cerca de R$ 350 mil por meio de emenda parlamentar. Entretanto, representantes da família afirmam que não foram consultados antes do tombamento. Apesar disso, demonstraram abertura para uma negociação amigável, desde que o valor seja justo e compatível com o mercado. Segundo relato apresentado na Câmara, imóveis semelhantes na região, sem considerar o valor histórico, alcançam cifras bem superiores às inicialmente mencionadas.
Mobilização antiga e reconhecimento regional
A proposta de aquisição não é recente. O vereador Marcílio Magela de Souza, devoto de Padre Libério, defende há anos a compra do imóvel pelo município e a preservação do espaço. Foi dele também a criação do Dia Municipal de Padre Ibério, legislação que inspirou municípios vizinhos a instituírem data semelhante em homenagem ao religioso. De acordo com Alaércio Antônio Delfino, a expectativa é que novidades sobre a negociação sejam anunciadas no segundo semestre.
Museu reforça importância da memória coletiva
O diretor do museu destaca que preservar a história local é uma missão que vai além do cargo. Voluntário por anos antes de assumir a direção, ele afirma que cada documento encontrado representa uma emoção renovada. Pesquisas realizadas inclusive no Museu da Arquidiocese de Mariana revelaram cartas e registros históricos que ajudam a reconstruir a presença do padre na região.
A instituição também reforça o pedido para que a comunidade doe peças e documentos históricos. Para os responsáveis, a memória só permanece viva quando compartilhada e preservada em espaço adequado.
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