GRNEWS TV: Quando a mulher deve denunciar casos de violência; entenda sinais e caminhos de proteção

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Priscilla Messiane, psicóloga, e Mariane Melo, coordenadora do CREAS falaram sobre a rede apoio às mulheres e meninas vítimas de violência em Pará de Minas.

Percepção do limite vai além da agressão física
Definir o momento certo para denunciar a violência ainda é um dos maiores desafios enfrentados por mulheres. Especialistas alertam que não existe um limite único ou padrão. Para algumas, o ponto de ruptura pode ser um empurrão; para outras, anos de controle, medo e restrições já configuram uma realidade insustentável. A violência, muitas vezes, começa de forma silenciosa e evolui em um ciclo que mistura agressões psicológicas, morais e até isolamento social.

Situações como impedir a mulher de sair de casa, controlar suas escolhas ou provocar medo constante já são sinais de alerta. Em muitos casos, a vítima não reconhece imediatamente que está vivendo uma relação abusiva, o que reforça a importância da informação e do diálogo.

Nomear o que se sente é passo essencial para buscar ajuda
Profissionais da saúde destacam que o atendimento psicológico nas unidades básicas tem papel fundamental nesse processo. Ao oferecer escuta qualificada, o serviço ajuda a mulher a identificar sentimentos como angústia, insegurança e perda de autonomia. Dar nome ao que se vive é, muitas vezes, o primeiro passo para romper o ciclo da violência.

Além disso, a ampliação do número de psicólogos nas unidades de saúde em Pará de Minas tem fortalecido essa rede de acolhimento. O atendimento não se limita ao consultório, mas também ocorre em grupos, ações comunitárias e atividades nos territórios.

Denúncias crescem com mais informação e conscientização
O aumento dos registros de violência contra a mulher não está ligado apenas à elevação dos casos, mas também ao maior número de denúncias. Com mais acesso à informação, mulheres têm reconhecido seus direitos e buscado proteção.

Casos recentes evidenciam que a violência pode ocorrer em qualquer ambiente e horário, inclusive em espaços públicos e durante o dia. Muitas vezes, o fator determinante é apenas o fato de ser mulher, o que reforça a gravidade do problema.

Canais de denúncia e apoio estão disponíveis
Diante de qualquer situação de violência, a orientação é procurar ajuda o quanto antes. Canais como o 180, além de serviços de segurança pública e atendimento social, estão disponíveis para acolher, orientar e proteger.

Romper o silêncio ainda é um desafio, mas a rede de apoio tem se fortalecido para garantir que nenhuma mulher enfrente essa realidade sozinha.

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