Saúde bucal e dignidade serão restabelecidas para mulheres vítimas de violência pelo SUS

O Ministério da Saúde anunciou uma medida fundamental para a recuperação da autoestima e da integridade física de mulheres que sofreram agressões: a oferta gratuita de reconstrução dentária completa por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O programa garantirá o acesso a procedimentos de alta complexidade, como implantes, próteses e restaurações, assegurando um atendimento odontológico integral para quem teve a saúde bucal comprometida por atos de violência.

A iniciativa integra um conjunto de ações estratégicas focadas no combate ao feminicídio e no suporte às sobreviventes no Brasil. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a participação ativa dos homens e o engajamento direto dos profissionais de saúde são pilares essenciais para que o país consiga, finalmente, vencer a batalha contra a desigualdade de gênero e a violência doméstica.

Tecnologia avançada e unidades móveis em todo o país
Para viabilizar a rapidez e a precisão dos tratamentos, o governo federal investirá em tecnologia de ponta. Serão destinadas 500 impressoras 3D e scanners para unidades odontológicas móveis, permitindo a confecção de próteses e restaurações de forma eficiente em diversas regiões do território nacional.

A logística de atendimento também receberá um reforço significativo. Após a distribuição de 400 veículos em 2025, a previsão é que mais 800 unidades móveis entrem em operação até o encerramento de 2026. Essa estrutura itinerante é crucial para alcançar mulheres em situação de vulnerabilidade que possuem dificuldade de deslocamento até os centros fixos de especialidades.

Visibilidade internacional para o combate ao feminicídio
Além do suporte clínico, o Ministério da Saúde busca aprimorar a forma como o Estado brasileiro contabiliza a violência de gênero. A pasta solicitou formalmente à Organização Mundial da Saúde (OMS) que o termo “feminicídio” seja incluído na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).

Atualmente, as mortes decorrentes de violência de gênero são registradas sob a categoria genérica de “agressão”. Com a alteração na CID, espera-se que os óbitos motivados por desigualdade de gênero ganhem a visibilidade necessária para a elaboração de políticas públicas mais assertivas e estatísticas mais precisas sobre a realidade da violência contra a mulher no país. Com informações da Agência Brasil

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