GRNEWS TV: Proteção às mulheres começa no plantão das delegacias aos finais de semana e na educação

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Andréa Moreira, psicóloga e presidente da Associação Por Elas, abordou ações em defesa da mulher em Pará de Minas e Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.

Proteção que não pode falhar
Durante o lançamento do Pacto Nacional contra o Feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou atenção para a dificuldade de acesso às delegacias da mulher nos fins de semana, período em que a violência costuma aumentar. O pacto surge para integrar ações já existentes, acelerar medidas protetivas e reduzir o tempo entre denúncia e proteção. Monitorar, prevenir e responsabilizar são passos essenciais para que a rede não chegue tarde demais.

Falta de estrutura no momento mais crítico
A psicóloga Andréa Moreira chamou atenção para um dos gargalos mais sensíveis no enfrentamento à violência contra a mulher: o atendimento nas delegacias aos fins de semana. Segundo ela, é justamente nesse período que a demanda aumenta, mas muitas unidades funcionam sem plantonistas presenciais, adotando apenas o modelo digital, implantado em Minas Gerais durante a gestão do governador Romeu Zema.

Esforço local enfrenta limites
Em Pará de Minas, Andréa destacou o trabalho dedicado de profissionais da Delegacia da Mulher, como a delegada Ana Cristina e a investigadora Natany, que também atua no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. Apesar do empenho, a realidade é de sobrecarga: a cidade cresceu, a microrregião se expandiu e o efetivo policial não acompanhou essa demanda. A falta de recursos humanos e financeiros compromete a capacidade de acolhimento imediato das vítimas.

Pacto nacional amplia o debate
A psicóloga avaliou que o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio tem o mérito de recolocar o tema no centro das políticas públicas, apontando falhas estruturais que precisam ser corrigidas. Entre elas, está a necessidade de integrar segurança, assistência social, saúde e educação, garantindo respostas rápidas e articuladas nos momentos de maior risco para as mulheres.

Educação como ferramenta de ruptura do ciclo
Outro ponto central da discussão foi a proposta de incluir o combate ao feminicídio no currículo escolar, da creche à universidade. Para Andréa Moreira, trabalhar masculinidade, respeito e igualdade de gênero desde cedo é decisivo. Meninos tendem a reproduzir o que veem em casa, mas a escola pode oferecer um espaço de reflexão crítica, mostrando que agressões físicas, psicológicas, morais ou patrimoniais são crimes, não modelos aceitáveis de relação.

Reconhecer sinais antes da violência extrema
Ela alertou ainda que muitas mulheres só identificam o ciclo de violência quando surgem marcas físicas. No entanto, chantagens emocionais, controle financeiro e desvalorização constante já são sinais de alerta. Informar, acolher e orientar precocemente pode evitar que a violência escale para situações irreversíveis.

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