Pará de Minas enfrentará nova epidemia de dengue este ano, caso a população não se conscientize

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O alerta é de Adilson José Batista, gerente de Combate a Endemias do Departamento de Vigilância em Saúde. No ano de 2016 o município de Pará de Minas enfrentou uma das piores epidemias de dengue da história. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, foram quase 10 mil casos registrados da doença e 10 mortes.

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O grande problema foram os focos encontrados dentro das residências. Muitos paraminenses adotaram a prática de armazenar água em caixas colocadas ao solo por causa do racionamento provocado pela seca.

O poder público alertou para o problema da falta de cuidado com esses reservatórios, que muitas das vezes não eram tampados e higienizados corretamente para evitar a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

Os alertas foram desconsiderados por boa parte da sociedade e o Pronto Atendimento Municipal José Porfírio de Oliveira, hoje desativado, ficou lotado de pacientes acometidos pela dengue. Passados dois anos a preocupação com uma possível epidemia voltou à tona.

Adilson José Batista afirma que está completando 13 anos de atuação no combate a dengue e nunca viu tanto descaso por parte da população.

Em algumas residências foram encontradas várias latas com água de chuva. Os moradores alegam que estão reservando e economizando água, mas os recipientes estão repletos de larvas do mosquito Aedes aegypti:


Adilson José Batista
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Em determinados imóveis o cenário é crítico. Os agentes de combate a Endemias encontram várias embalagens de produtos descartáveis acumulando água parada e com larvas. Se os moradores não se conscientizarem, o município poderá sofrer com uma epidemia de dengue nos próximos meses:

Adilson José Batista
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Mesmo com o fim do racionamento, muitas pessoas continuam utilizando caixas d’água como reservatórios de água. Uma prática que não é necessária porque o abastecimento já foi normalizado em Pará de Minas há muito tempo:

Adilson José Batista
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Para agravar ainda mais a situação, nos últimos dias vem ocorrendo períodos de sol forte intercalados com chuvas. Isso é muito propício para a reprodução do mosquito Aedes aegypti.

A única forma de combater é eliminando todos os reservatórios de água parada. O maior número de focos do transmissor da dengue continua sendo dentro das residências. O mosquito também pode transmitir Febre Chikungunya, Zika Vírus e até Febre Amarela. Por isso a população precisa colaborar para que a luta seja vencida.

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