Moradores de Meireles reclamam da falta de comunicação da Vale na fase de testes da adutora; mineradora responde

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Em outubro de 2019 teve início a construção da adutora do Rio Pará. A estrutura de aproximadamente 47 km de extensão formada por 7,2 mil tubos de 6 a 12 metros de extensão e diâmetro de 500 mm será responsável por trazer água até a Estação de Tratamento de Água (ETA) localizada no bairro Nossa Senhora das Graças em Pará de Minas. Os 284 litros por segundo de água a serem captados é que abastecerão o município pelos próximos anos.

A construção foi necessária após a barragem da Vale em Brumadinho se romper e contaminar o Rio Paraopeba, onde havia uma adutora construída pela Águas de Pará de Minas e era responsável pela captação de água para o município.

A obra estava prevista para ser entregue em julho de 2020 mas após imprevistos a inauguração foi adiada. Desde então a adutora passa por testes.

Em Meireles por exemplo foram detectados problemas, que inclusive foram divulgados pelo Portal GRNEWS. Em agosto de 2020 um vazamento de água assustou moradores da comunidade.

E agora os moradores relatam outra situação. O Portal GRNEWS recebeu manifestações indicando falta de comunicação da mineradora Vale. Segundo os relatos, quando são realizados testes em algum trecho da adutora, os trabalhadores relatam a dois moradores e estes ficam responsáveis por avisar ao restante da população. E o que acontece, segundo eles, é que nem sempre a mensagem chega a todos os moradores de Meireles.

Diante da situação o Portal GRNEWS procurou a mineradora. A assessoria de comunicação da Vale, por meio de nota, informou que “a visita a campo de profissionais de Relacionamento com a Comunidade da Vale é somente uma das ferramentas utilizadas para a comunicação das ações empreendidas em campo. A empresa faz uso, ainda, da produção de jornais distribuídos nas regiões, publicidade, disseminação de conteúdo no site e nas redes sociais oficiais da empresa, releases à imprensa, canais de atendimento telefônico gratuito e comunicados via WhatsApp. O objetivo é que todos os envolvidos possam estar alinhados sobre o andamento dos projetos.”

Sobre a obra, a Vale disse que continua a fase de testes hidrostáticos da tubulação e realização dos ajustes necessários. A Vale destacou ainda que o empreendimento integra as medidas previstas no Termo de Compromisso (TC) assinado em março de 2019 pela Vale e Prefeitura de Pará de Minas, Concessionária Águas de Pará de Minas e interveniência do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Além da adutora, o TC previa ações emergenciais já implementadas pela Vale para amenizar o impacto da interrupção da captação do rio Paraopeba em Pará de Minas. Essas medidas garantiram o abastecimento da população local até o momento.

Ainda segundo a Vale, “todas as ações previstas no TC foram devidamente comunicadas e autorizadas pelos órgãos competentes. Após a conclusão da obra da nova adutora de Pará de Minas e com o possível retorno da captação no rio Paraopeba, o município de Pará de Minas poderá ter sua capacidade de abastecimento de água mais que dobrada em relação ao que era antes do rompimento da barragem I, em Brumadinho”.

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