GRNEWS TV: Superendividamento afeta saúde mental e física, famílias e a economia

Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, a advogada Karine Aguiar, especialista em direito empresarial, educacional e do consumidor, trouxe um alerta contundente sobre os impactos do superendividamento na vida dos brasileiros.

Impactos emocionais vão além do bolso
O superendividamento não provoca apenas dificuldades financeiras. O desgaste emocional gerado pelas dívidas tem efeitos profundos na saúde mental e física do consumidor. Ansiedade, insônia e estresse constante passam a fazer parte da rotina de quem não consegue equilibrar as contas. Esse adoecimento acaba gerando novos gastos, como consultas médicas, terapias e uso contínuo de medicamentos, ampliando ainda mais o problema financeiro.

Pressão diária e risco de golpes
Quem está endividado convive com ligações frequentes de cobrança, muitas vezes em excesso, o que aumenta a tensão emocional. Além disso, cresce o risco de cair em golpes. Falsas promessas de quitação com descontos levam consumidores, já fragilizados, a perder dinheiro sem resolver a dívida original. O resultado é um agravamento do sofrimento psicológico e da sensação de impotência.

Reflexos dentro de casa
As consequências das dívidas também atingem o ambiente familiar. Conflitos entre casais, discussões com filhos e clima de instabilidade tornam-se comuns. O problema financeiro deixa de ser individual e passa a afetar toda a estrutura da família, comprometendo relações e a qualidade de vida.

Efeitos diretos no comércio e na economia
O alto número de pessoas com nome negativado limita o consumo e prejudica a circulação de dinheiro. Consumidores impedidos de acessar crédito não conseguem realizar nem mesmo compras básicas. Para o comércio, isso representa queda nas vendas e um cenário ainda mais desafiador em um ano marcado por feriados em dias úteis e redução da atividade econômica.

Caminho para a recuperação do consumidor
A Lei do Superendividamento surge como um instrumento para reintegrar esse consumidor ao mercado. Em regra, pessoas físicas endividadas podem buscar proteção legal para reorganizar suas finanças por meio de um plano de recuperação. No entanto, alguns créditos ficam fora da repactuação, como financiamentos imobiliários, créditos com garantia real e operações ligadas ao agronegócio. A proposta central é permitir que o cidadão volte a consumir de forma consciente e sustentável.

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