Doação de órgãos ganha força com campanha em Pará de Minas
A quarta edição da campanha “Diga sim à doação de órgãos” começou na segunda-feira (21), em Pará de Minas, com uma mobilização na Praça JK, em frente à nova UBS do bairro JK. A iniciativa reuniu profissionais da saúde, agentes políticos, estudantes e moradores para ampliar o diálogo sobre um tema que pode representar uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam por um transplante.
A abertura contou com um café comunitário organizado pela equipe eMulti da Secretaria Municipal de Saúde. Promovida pelo Conselho Municipal de Saúde, com apoio da Prefeitura de Pará de Minas e da Secretaria Municipal de Saúde, a campanha é realizada no município desde 2023.
Conversa com a família é fundamental
O vice-prefeito e secretário municipal de Saúde, Luiz Lima, destacou que o Brasil possui mais de 80 mil pessoas aguardando por um transplante e reforçou a importância de levar informação à população durante toda a semana:

Luiz Lima
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Para o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maurício Rodrigues Nogueira, o Setembro Verde é uma oportunidade para sensibilizar a população sobre a importância da doação. Segundo ele, pessoas que aguardam um órgão enfrentam doenças que podem comprometer sua qualidade de vida, e a doação pode representar esperança e a possibilidade de retomada de uma vida com mais qualidade:

Maurício Rodrigues Nogueira
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A conselheira Neide Maria de Almeida explicou que a campanha surgiu a partir de uma discussão na Conferência Municipal de Saúde, depois que uma pessoa transplantada relatou sua experiência e defendeu que o assunto fosse levado para além daquele espaço. Desde então, o Conselho abraçou a iniciativa, que chega à quarta edição.

Neide ressalta que a discussão precisa alcançar escolas, igrejas, famílias e outros espaços da sociedade. Ela chama atenção para um ponto considerado essencial: não basta manifestar individualmente o desejo de doar. É necessário conversar com os familiares para que eles conheçam essa decisão:
Neide Maria de Almeida
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Relatos ajudam a quebrar tabus
A farmacêutica da equipe eMulti, Mônica Hanke, considera importante trabalhar o tema desde cedo, especialmente nas escolas. Para ela, a doação ainda envolve mitos e tabus que muitas vezes só são percebidos quando alguém próximo precisa de um transplante:

Mônica Hanke
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A experiência de quem vivenciou essa realidade também contribui para ampliar a compreensão sobre o assunto. Maria de Fátima Santos é mãe de Rayane Luara Santos Pereira, de 20 anos, que precisou de um transplante de fígado quando tinha apenas 100 dias de vida.

Durante a abertura, a moradora do bairro JK, Márcia Aparecida da Silva, afirmou que pretende ser doadora. Ela destacou que uma parte de uma pessoa pode representar a continuidade da vida de outra:

Márcia Aparecida da Silva
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O estudante Miguel Rocha Silva, de 16 anos, da Escola Estadual Professor Wilson Melo Guimarães, também declarou que já comunicou à família seu desejo de ser doador. Para ele, os jovens precisam participar dessa discussão e compreender que podem contribuir para salvar vidas:

Miguel Rocha Silva
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Programação segue até sábado
As atividades continuam durante toda a semana em escolas, faculdade e outros espaços da comunidade. Nesta quarta-feira (23), às 19h, haverá a roda de conversa “Quando a morte pode gerar vida: o papel da enfermagem na doação de órgãos!”, com alunos dos cursos de Enfermagem e Psicologia.
Na quinta-feira (24), a conversa será realizada com estudantes da Escola Estadual Governador Valadares.
Na sexta-feira (25), às 9h, haverá uma passeata pelas ruas centrais de Pará de Minas. Também está prevista uma roda de conversa com alunos do Programa Jovem Aprendiz, na Rua Ricardo Marinho, 110, bairro São Geraldo.
O encerramento será no sábado (26), a partir das 9h, na Praça da Matriz, com a ação “Vidas que se encontram”.
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