GRNEWS TV: Reforma tributária pressiona contas e reforça debate sobre justiça fiscal em Pará de Minas
Durante participação no videocast Papo com Geraldo Rodrigues, apresentado de segunda a sexta-feira, a partir das 13 horas, pelo canal GRNEWS no YouTube, Geraldo Magela de Almeida, o Geraldinho Cuíca, detalhou as principais metas para sua gestão na Câmara Municipal de Pará de Minas neste ano de 2026.
Incertezas no caixa e cautela nas decisões
O cenário econômico dos municípios segue cercado de dúvidas, especialmente diante da reforma tributária em discussão no país. A avaliação é de que prefeitos vivem um momento delicado: precisam manter serviços funcionando sem saber, com precisão, quanto efetivamente entrará nos cofres ao longo dos próximos meses. A preocupação existe, mas especialistas alertam que ansiedade excessiva pode levar a decisões precipitadas.
Município não pode viver só para pagar a folha
A realidade atual mostra que, sem reforço de emendas parlamentares e novas receitas, muitas cidades correm o risco de apenas administrar despesas obrigatórias, como a folha de pagamento. A lógica é simples: as demandas crescem diariamente, enquanto a arrecadação municipal depende de repasses federais e estaduais. Sem planejamento e apoio externo, sobra pouco espaço para investimentos.
Arrecadação tem critérios e não é aleatória
Apesar do temor de perdas com a reforma tributária, há um consenso de que o modelo não permitirá distorções extremas. A arrecadação é documentada, baseada em notas fiscais e dados oficiais, o que impede que recursos de um município sejam redistribuídos de forma injusta para outro. Ainda assim, o período de adaptação exige paciência, já que o próprio comitê gestor também enfrenta uma fase de aprendizado.
Impactos no planejamento dos próximos anos
A dificuldade em prever receitas afeta diretamente o planejamento. Há o receio de que 2026 ainda seja um ano de transição, com ações limitadas à manutenção da máquina pública. Só a partir de uma média mais clara de repasses será possível projetar investimentos com maior segurança para os anos seguintes.
População não pode pagar a conta sozinha
Um dos pontos mais sensíveis do debate envolve a possibilidade de aumento de tributos, como o IPTU. A crítica é direta: para o vereador a reforma tributária não pode servir de justificativa para repassar custos à população, especialmente às famílias de baixa renda, que dependem fortemente dos serviços públicos, como saúde, educação e vagas em creches.
Critérios técnicos e justiça fiscal
Defensores de ajustes tributários afirmam que correções só são legítimas quando baseadas em critérios técnicos, como a atualização da planta de valores, garantindo que todos paguem de forma justa em Pará de Minas. O erro está em usar o medo da reforma como argumento para onerar quem já enfrenta dificuldades financeiras.
Diálogo para garantir que a cidade funcione
Diante desse cenário, o fortalecimento do diálogo entre Prefeitura e Câmara surge como essencial. Independentemente de disputas políticas, o objetivo comum deve ser um só: garantir que a cidade funcione, com serviços públicos eficientes e decisões responsáveis, sempre colocando a população no centro das escolhas.
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