Acabar com a tomada de três pinos é retrocesso, avalia empresário do setor

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Em 2011 o fio-terra nos plugs virou um padrão nos equipamentos elétricos no Brasil. À época a situação foi muito comentada e alguns chegaram a dizer que a mudança beneficiaria algumas empresas. Porém a alteração virou lei e desde então os brasileiros se acostumaram aos três pinos nos plugs.

Recentemente o assunto voltou à tona, pois o governo federal pretende rever este tipo de tomada. Segundo representantes do Palácio do Planalto uma norma faria com que o uso não fosse mais obrigatório. A notícia tem dividido a opinião de especialistas.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) houve diminuição nos acidentes fatais com choques elétricos desde a implementação do novo modelo. Eram 1.500 acidentes anualmente e hoje, cerca de 600.

O empresário Geraldo Magela de Faria, da Eletrofaria, classifica esta possível mudança como retrocesso:


Geraldo Magela de Faria
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Também explica tecnicamente a função destas tomadas. Atualmente os equipamentos elétricos têm garantia com os três pinos, se houver a mudança ele não sabe como as empresas procederão e infelizmente quem vai sofrer no bolso é o consumidor final:

Geraldo Magela de Faria
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O terceiro pino é o que elimina o risco de choque elétrico. O imóvel que estiver com todo o aterramento de acordo com as normas e as tomadas serem utilizadas corretamente diminui-se consideravelmente os riscos:

Geraldo Magela de Faria
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No mundo todo existem 14 tipos de plugues de tomadas diferentes. O adotado no Brasil é aplicado em poucos países. Segundo o governo federal a mudança é para deixar o brasileiro livre para escolher qual tomada utilizar.

Mas o que tem preocupado os especialistas é que as indústrias investiram para implantar os plugues de três pinos e agora terão que se adaptar às mudanças e o problema é quem irá pagar por todas estas alterações.

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