Lula critica Romeu Zema por não usar R$ 3,5 bilhões em obras de prevenção à chuva

Em um discurso contundente durante o encerramento da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva direcionou duras críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O foco do descontentamento presidencial é a não utilização de R$ 3,5 bilhões oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que deveriam ter sido destinados a projetos de infraestrutura e mitigação de desastres climáticos no estado.

Lula associou a tragédia das enchentes a um “descaso histórico” com as populações mais vulneráveis. Para o presidente, a ocupação de áreas de risco ocorre diante da ciência prévia das autoridades locais, que falham ao não impedir tais assentamentos ou ao não oferecer alternativas seguras de moradia.

Verbas do PAC e o contraste entre gestões federais
O ministro das Cidades, Jader Filho, acompanhou o tom das críticas, detalhando que o montante bilionário negligenciado pelo governo mineiro poderia ter financiado obras cruciais de macrodrenagem e contenção de encostas. O ministro aproveitou para traçar um comparativo com a gestão anterior de Jair Bolsonaro, afirmando que o orçamento para prevenção saltou de irrisórios R$ 6 milhões no governo passado para mais de R$ 32 bilhões na gestão atual.

Como exemplo de mobilização, Jader Filho citou o Rio Grande do Sul, que recebeu R$ 6,5 bilhões para enfrentar crises ambientais. A estratégia federal foca na “resiliência urbana”, adaptando as cidades para suportar os crescentes eventos climáticos extremos que, segundo dados do Cemaden, afetaram mais de 336 mil brasileiros no último ano e geraram perdas econômicas de quase R$ 4 bilhões.

Visita presidencial às áreas castigadas em Minas Gerais
Neste sábado (28), o presidente Lula cumpre agenda em Juiz de Fora e Ubá, cidades da Zona da Mata mineira que concentram a maior parte das 66 mortes confirmadas até o momento. A visita ocorre simultaneamente à autorização, pela Defesa Civil Nacional, de um repasse emergencial de R$ 6,19 milhões para ações de socorro imediato em sete municípios espalhados por Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.

Educação de base contra a violência de gênero
Além da pauta climática, a Conferência Nacional das Cidades — retomada após um hiato de 13 anos — serviu de palco para o presidente reiterar seu compromisso com o combate à violência contra a mulher. Lula defendeu uma reforma educacional que comece ainda na infância. Segundo ele, o Ministério da Educação deve preparar conteúdos para creches, ensinando desde cedo que meninos e meninas possuem a mesma importância, visando erradicar a cultura de superioridade masculina que fundamenta as agressões. Com informações da Agência Brasil

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