Município de Dourados entra em estado de calamidade por epidemia de chikungunya e prepara vacinação

O governo municipal de Dourados formalizou na quarta-feira (22) o decreto de calamidade em saúde pública em resposta à crise epidemiológica causada pela chikungunya. A medida foi tomada após o vírus ultrapassar os limites da reserva indígena e se espalhar pelos bairros urbanos da cidade. Com um volume de notificações superior a seis mil casos prováveis e uma taxa de positividade de quase 65%, a prefeitura busca agora viabilizar respostas rápidas para conter a transmissão e garantir o atendimento aos doentes.

A situação hospitalar na cidade atingiu um ponto crítico, com a ocupação de leitos chegando a 110% da capacidade total. Segundo o Departamento de Gestão do Complexo Regulador, essa superlotação impede que o município ofereça assistência oportuna até mesmo para os casos considerados graves. O decreto de calamidade terá vigência inicial de 90 dias, permitindo maior agilidade na gestão de recursos para o enfrentamento da enfermidade.

Estratégia de vacinação prioriza público adulto entre 18 e 59 anos
Para combater o surto, a campanha de vacinação em Dourados está programada para começar na próxima segunda-feira (27). As doses já chegaram ao município e as equipes de enfermagem passam por treinamentos para realizar a triagem dos pacientes. A meta é imunizar cerca de 43 mil pessoas, o que corresponde a 27% da população que se enquadra nos critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

Diferente de outras campanhas, a aplicação deste imunizante exige cautela. O público-alvo está restrito a pessoas com mais de 18 anos e menos de 60 anos, e a avaliação profissional será feita individualmente antes da dose ser administrada. No dia 24 de abril, os imunizantes serão enviados para os postos de saúde urbanos e para as unidades de saúde indígena, garantindo a cobertura nas áreas mais afetadas pela circulação viral.

Restrições importantes e apoio financeiro federal para o controle do vetor
Devido às especificidades da vacina, diversos grupos não poderão ser imunizados, incluindo gestantes, lactantes, pessoas com imunodeficiência e portadores de doenças autoimunes ou condições crônicas graves, como insuficiência cardíaca e câncer em tratamento. Aqueles que tiveram chikungunya no último mês ou que receberam outras vacinas recentemente também devem aguardar os prazos de segurança estabelecidos.

Para reforçar as ações de vigilância e assistência, o Ministério da Saúde liberou um repasse emergencial de 900 mil reais para o fundo municipal de Dourados. O montante deve ser aplicado no controle do mosquito Aedes aegypti e na qualificação do atendimento médico. Até o momento, o município já confirmou oito óbitos e mantém milhares de casos sob investigação, evidenciando a agressividade da arbovirose na região. Com informações da Agência Brasil

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