Natal Seguro identifica milhares de produtos irregulares e acende alerta ao consumidor
A Operação Natal Seguro, realizada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), revelou um cenário preocupante às vésperas das festas de fim de ano. Entre mais de 725 mil produtos fiscalizados em todo o país durante o mês de novembro, 90.386 apresentaram algum tipo de irregularidade. O número foi considerado expressivo pelo próprio instituto, diante do impacto direto na segurança do consumidor.
Brinquedos lideram lista de não conformidades
Os brinquedos concentraram a maior parte dos problemas encontrados. Dos cerca de 549 mil itens analisados, mais de 82 mil estavam irregulares, principalmente por não possuírem o selo de conformidade do Inmetro. A ausência do selo indica que o produto não passou pelos testes mínimos de segurança exigidos, o que representa risco, especialmente para crianças. Para o Inmetro, o volume de brinquedos fora do padrão é motivo de grande preocupação.
Pisca-pisca também exige atenção redobrada
As luminárias natalinas, conhecidas como pisca-pisca, apareceram em segundo lugar entre os itens com irregularidades. Falhas nas informações obrigatórias da embalagem foram recorrentes, como ausência de dados sobre fabricante, potência, tensão, país de origem e CNPJ. O órgão reforça que essas informações devem estar claras, em português, e que o plugue do produto precisa conter o selo do Inmetro.
Além disso, o consumidor deve observar se a luminária é adequada para ambientes internos ou externos, evitar o uso próximo a materiais inflamáveis, não fazer emendas na fiação e desligar o equipamento ao dormir ou sair de casa.
Alimentos também apresentam problemas
Entre os alimentos típicos do período natalino, produtos pré-embalados lideraram os índices de irregularidade. Azeites, azeitonas, panetones, frutas, chocolates, vinagres e bebidas alcoólicas apresentaram falhas relacionadas principalmente à rotulagem e informações obrigatórias ao consumidor.
Cidades com maiores índices de irregularidades
Alguns municípios chamaram atenção pelos altos percentuais de não conformidade. Guarulhos e Guarujá, em São Paulo, registraram 100% dos produtos fiscalizados fora dos padrões. Também tiveram índices elevados cidades de Santa Catarina, Amapá, Rondônia, Goiás e Maranhão, demonstrando que o problema está espalhado por diferentes regiões do país.
Penalidades e papel do consumidor
Os estabelecimentos flagrados com produtos irregulares estão sujeitos a multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, conforme a gravidade da infração e o porte da empresa, além da possibilidade de reincidência. O Inmetro destaca, porém, que mais do que punir, o objetivo é promover mudança de comportamento.
A orientação é clara: o consumidor deve priorizar produtos certificados, desconfiar de preços muito baixos, exigir nota fiscal e evitar comprar em locais irregulares. A economia aparente pode se transformar em prejuízo quando a segurança é colocada em risco. Com informações da Agência Brasil


