Economista diz que retomada do crescimento só ocorrerá após 2018, mas depende de reformas estruturais

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A crise econômica do Brasil é histórica e vem registrando números preocupantes. Três estados da federação já decretaram estado de calamidade financeira como Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

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Isso significa que o poder público não está conseguindo arrecadar recursos necessários para a manutenção dos serviços essenciais para a população desses estados.

Os municípios também enfrentam a mesma realidade e estão cortando gastos para conseguir manter o básico. Em muitas cidades o número de secretarias foi reduzido e o carnaval não será promovido em 2017.

No setor privado as estatísticas não são das melhores. Muitas empresas demitiram funcionários e reduziram custos operacionais para conseguir se manter no mercado. Em outros casos, as atividades foram encerradas.

O resultado de toda essa situação é o aumento do número de desempregados que já chegou a quase 12 milhões. Sem poder de compra, o trabalhador não injeta recursos no comércio e as vendas sofrem quedas.

Se o comércio não vende, a indústria tem que parar a linha de produção de produtos e serviços. Percebendo que não terá lucros, os grandes investidores recuam e o país continua com a economia estagnada.

De acordo com o economista Eduardo de Almeida Leite, nos últimos meses houve uma pequena melhora no índice de confiança do empresariado. Porém, as reações são pontuais e a recessão simplesmente diminuiu a piora:

Eduardo de Almeida Leite
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O único índice que continua registrando um alto índice é o de desemprego entre os brasileiros. Ele explica que a retomada da geração de empregos vai demorar mais tempo porque depende do reaquecimento da economia:

Eduardo de Almeida Leite
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A produção industrial sofreu muitos retrocessos e a situação atual é de estabilidade. Outro fator que agrava é o alto nível de endividamento das famílias e das empresas, provocada pela alta do desemprego:

Eduardo de Almeida Leite
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A tão chamada retomada do crescimento depende de outros caminhos que não sejam o estímulo ao consumo. Entre essas medidas estão às reformas estruturais que envolvem os sistemas tributário e trabalhista, além da Previdência Social:

Eduardo de Almeida Leite
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O economista acredita que o crescimento sustentável só deverá começar após as definições políticas. Isso envolve os efeitos causados pelos desdobramentos da Operação Lava Jato e as eleições presidenciais de 2018:

Eduardo de Almeida Leite
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Com a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara dos Deputados, e Eunício Oliveira (PMDB-CE) como presidente do Senado Federal, o Governo Federal espera votar as reformas necessárias para que aconteça a retomada do crescimento.

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