Líderes globais se reúnem no Fórum Econômico em Davos para debater cooperação sob sombra da desigualdade recorde

A 55ª edição do Fórum Econômico Mundial teve início nesta segunda-feira (19), em Davos, na Suíça. O tradicional encontro, que se estenderá até a próxima sexta-feira (23), traz como tema central “Um Espírito de Diálogo”, com o objetivo de estreitar laços entre chefes de Estado, executivos das maiores corporações do planeta e representantes da sociedade civil para enfrentar desafios globais por meio da colaboração mútua.

Presença brasileira e a pauta da inovação digital
A comitiva do Brasil no evento é liderada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. Em um ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não viajar à Suíça, cabe à ministra a missão de representar os interesses nacionais em discussões estratégicas.

Dweck possui uma agenda focada na transformação tecnológica, com destaque para sua participação no Global Digital Collaboration (GDC). O grupo reúne diversos setores para formular soluções digitais que conectem governos e empresas, buscando eficiência e inclusão no ambiente virtual. Ao todo, o fórum recebe mais de 3 mil delegados de 130 nações, incluindo a participação de 64 chefes de governo e de Estado.

O contraste da riqueza extrema frente à pobreza mundial
A abertura do evento também foi marcada pela divulgação de dados alarmantes sobre a concentração de renda no mundo. Um relatório da Oxfam Brasil revelou que o patrimônio dos bilionários globais saltou mais de 16% apenas em 2025, atingindo o patamar histórico de US$ 18,3 trilhões. Esse ritmo de crescimento é três vezes maior do que a média registrada nos últimos cinco anos.

O estudo expõe um abismo social profundo: desde o início desta década, a fortuna dos mais ricos cresceu 81%, enquanto quase 50% da população mundial ainda enfrenta condições de pobreza e uma em cada quatro pessoas sofre com a insegurança alimentar crônica. De acordo com a análise, o incremento de US$ 2,5 trilhões na riqueza desse seleto grupo, ocorrido entre 2024 e 2025, seria teoricamente capaz de eliminar a pobreza extrema no mundo por 26 vezes.

Diálogo como ferramenta de equilíbrio
Diante desses indicadores, o Fórum em Davos se posiciona como um espaço para tentar conciliar o crescimento econômico com a responsabilidade social. A proposta de “Espírito de Diálogo” deste ano busca sensibilizar as lideranças sobre a urgência de políticas que não apenas gerem riqueza, mas que também promovam uma distribuição mais equitativa e sustentável dos recursos globais em tempos de incerteza. Com informações da Agência Brasil

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