Varejo brasileiro mantém fôlego e alcança novo patamar histórico em fevereiro
O comércio varejista nacional demonstrou resiliência e vitalidade no segundo mês de 2026. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o setor registrou uma alta de 0,6% no volume de vendas em comparação ao mês de janeiro. Este desempenho não apenas confirma uma trajetória de crescimento, mas também estabelece um novo recorde para a série histórica do indicador, iniciada no ano 2000.
Os números, apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (15), apontam que a média móvel trimestral encerrou o período em 0,2%. O setor vem acumulando saldos positivos, superando a oscilação negativa ocorrida no fechamento do ano passado. De acordo com a gerência da pesquisa, o cenário atual reflete uma estabilidade produtiva, com apenas uma retração nos últimos seis meses.
Protagonismo dos itens essenciais impulsiona o índice
O resultado positivo de fevereiro foi fortemente influenciado pelo desempenho de categorias que comercializam produtos de primeira necessidade. O segmento de hiper e supermercados, juntamente com o de gêneros alimentícios, bebidas e fumo, teve uma elevação de 1,1%. Por possuir um peso significativo na composição do índice geral, o crescimento desse grupo foi determinante para a renovação do recorde.
Além dos produtos básicos, outros segmentos apresentaram variações positivas no mês:
Livros, jornais, revistas e papelaria: 2,4%
Combustíveis e lubrificantes: 1,7%
Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria: 0,3%
Setores que registraram retração no período
Apesar do saldo geral positivo, o levantamento do IBGE mostrou que quatro das oito atividades analisadas tiveram queda no volume de vendas. O recuo mais acentuado foi observado no comércio de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, que encolheu 2,7%.
Outras áreas que fecharam o mês no campo negativo foram a de artigos de uso pessoal e doméstico (-0,6%), tecidos, vestuário e calçados (-0,3%) e o ramo de móveis e eletrodomésticos, que apresentou uma leve variação negativa de 0,1%. O equilíbrio entre o avanço dos bens de consumo imediato e a retração de duráveis desenha o perfil atual do consumo das famílias brasileiras. Com informações da Agência Brasil

