Comitê Gestor da Internet lança guias atualizados para blindar usuários contra crimes digitais
A segurança no ambiente virtual ganha um novo aliado com o lançamento de materiais educativos reformulados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Por meio do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), a instituição disponibilizou dois volumes de uma cartilha estratégica focada em prevenir golpes e fraudes que se tornaram comuns no cotidiano dos internautas brasileiros.
Com uma abordagem didática e acessível, os guias traduzem a complexidade das táticas criminosas modernas para uma linguagem que qualquer cidadão possa compreender. O objetivo central é capacitar o usuário a identificar sinais de perigo antes de se tornar uma vítima, utilizando pesquisas recentes sobre publicidade digital e o mercado ilícito de dados vazados.
Educação e senso crítico como primeira barreira
O primeiro volume da série, intitulado “Golpes: Não se Deixe Enganar”, foca no desenvolvimento da percepção do usuário. A metodologia proposta pelo CERT.br baseia-se em um tripé fundamental: desconfiar, informar-se e verificar. A publicação alerta que os criminosos estão cada vez mais sofisticados, utilizando-se de grandes vazamentos de informações pessoais para personalizar ataques.
Um dos destaques da atualização é o alerta sobre o uso de inteligência artificial na criação de conteúdos fraudulentos. A cartilha detalha como os deepfakes — ferramentas capazes de forjar vozes e imagens com extrema fidelidade — são empregados para dar veracidade a situações inexistentes, enganando até mesmo usuários mais experientes.
Ações práticas e ferramentas gratuitas de proteção
Já o segundo volume, “Golpes: Evite Fraudes”, funciona como um manual técnico de sobrevivência digital. O foco aqui sai do campo comportamental e entra nas medidas práticas de defesa. O guia ensina como reforçar a segurança de contas e dados pessoais, além de orientar sobre como identificar links maliciosos e páginas clonadas que circulam livremente em redes sociais e sites de busca.
Para evitar que dados vazados resultem na abertura de empresas fantasmas ou contas bancárias indevidas, o material recomenda o uso de serviços públicos e gratuitos. Entre eles, destacam-se o BC PROTEGE+, gerenciado pelo Banco Central, e o sistema de Proteção do CPF, disponível no Portal Nacional da Redesim, que permitem ao cidadão monitorar o uso do seu nome em transações oficiais.
Segundo Cristine Hoepers, gerente-geral do CERT.br, a intenção é fornecer autonomia ao internauta para que ele possa tomar decisões informadas e utilizar os recursos tecnológicos de proteção que já estão à sua disposição, mas que muitas vezes são desconhecidos pelo grande público.
Os materiais completos podem ser acessados gratuitamente acessando AQUI.
Com informações da Agência Brasil


