Governo federal eleva enfrentamento às facções criminosas ao status de política de Estado
O Palácio do Planalto anunciou um novo marco na segurança pública brasileira. Em reunião realizada nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o combate às organizações criminosas deixe de ser uma política isolada de governo para se tornar uma ação de Estado. A medida visa criar uma blindagem institucional que garanta a continuidade e a integração de esforços entre os Poderes Executivo, Judiciário e o Ministério Público, independentemente de trocas de gestão.
Aliança estratégica entre os Três Poderes
A nova diretriz, detalhada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, reconhece que a complexidade do crime moderno exige uma resposta coordenada. O plano prevê que instituições como a Polícia Federal e a Receita Federal atuem em sintonia direta com o Judiciário e o Ministério Público. O objetivo é evitar gargalos burocráticos e garantir que investigações, denúncias e julgamentos ocorram com maior rapidez e eficácia. Figuras centrais da Justiça, como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do STF, já manifestaram apoio à criação deste espaço de cooperação permanente.
Asfixia financeira como arma principal
Um dos pilares fundamentais desta nova fase é o foco no “andar de cima” do crime. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enfatizou que a prioridade total será a descapitalização das quadrilhas. Através de inteligência financeira e cooperação com o Banco Central e a Controladoria-Geral da União, o Estado pretende atingir o patrimônio das organizações, entendendo que o enfrentamento ao poder econômico é o único caminho para obter resultados duradouros e esvaziar a influência desses grupos.
Cooperação internacional e resultados práticos
A estratégia também amplia as fronteiras da segurança. A integração institucional já demonstra resultados, como a recente operação coordenada pela PF que resultou na maior apreensão de entorpecentes da história da Espanha — cerca de 10 toneladas de drogas detectadas a partir de investigações em solo brasileiro. Esse modelo de inteligência compartilhada com agências estrangeiras será intensificado para combater a natureza transnacional das facções criminosas.
Próximos passos e pacto federativo
O próximo estágio da iniciativa envolve a interiorização dessa cooperação. O Ministério da Justiça deve detalhar, em breve, como se dará a articulação com os governos estaduais. O reconhecimento de que o desafio é de escala nacional impõe a necessidade de um pacto que envolva governadores e secretarias de segurança pública, consolidando uma frente única do Estado brasileiro contra o crime estruturado. Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República do Brasil
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