Promotor diz que por pouco paraminenses não enfrentaram novo racionamento; obras na adutora do Rio Pará continuam

Desde o rompimento da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, de propriedade da mineradora Vale S.A., que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vem acompanhando todo o caso. Além de indenizar famílias atingidas e de vítimas, a mineradora terá que ressarcir municípios que foram diretamente ou indiretamente afetados pelo crime ambiental.

Este é o caso de Pará de Minas que possui uma adutora que capta água no Rio Paraopeba, completamente destruído pelos resíduos que contaminaram as águas daquele manancial.

Foi formado um Comitê de Gestão da Crise que também acompanha a situação. Nele, representantes de todos os segmentos da sociedade, inclusive o Ministério Público de Minas Gerais.

Junto à Prefeitura e Águas de Pará de Minas, conseguiram firmar um Termo de Compromisso (TC) com a Vale para que a mineradora construa nova adutora que captará água do Rio Pará, a perfuração de poços artesianos, e caso seja necessário, o abastecimento da cidade por meio de caminhões-pipa.

Por meio da Promotoria de Justiça de Meio Ambiente da Comarca de Pará de Minas, os representantes do MPMG tem acompanhado as obras que iniciaram em outubro. O promotor Delano Azevedo Rodrigues acredita que a adutora no Rio Pará ficará pronta a tempo, de outra forma a Vale terá que pagar ao Município multa de R$ 100 mil por dia de atraso:


Delano Azevedo Rodrigues
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Delano Azevedo Rodrigues cita que por pouco os paraminenses não tiveram que fazer rodízio de abastecimento de água. A solução foi utilizar os equipamentos que já eram disponibilizados pela Águas de Pará de Minas e os novos, construídos pela Vale.

Salienta ainda que por não ter problemas no abastecimento, a população se acomodou e não tem utilizado a água de forma consciente:

Delano Azevedo Rodrigues
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O promotor quer conscientizar toda a população, ambientalistas e órgãos a criar medidas de preservação para os mananciais de Pará de Minas. Por mais de 150 anos, eles foram os responsáveis pelo abastecimento na cidade.

Delano Azevedo Rodrigues ressalta o caso do Rio Pará, que teve decretada situação de escassez hídrica recentemente. Por causa disso, os usuários deverão reduzir as captações nos próximos meses:

Delano Azevedo Rodrigues
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Caso a Vale não cumpra o Termo de Compromisso e nem os prazos acordados, será multada em R$ 100 mil/dia. O valor seria destinado ao Fundo Municipal do Meio Ambiente e o MPMG acompanha a aplicação dos recursos, que deve ter a ver com os danos ambientais causados pelo crime ambiental.

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