Tragédia da Vale provoca crise no mercado das indústrias de ferro e muitas podem ter problemas com exportações

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A tragédia humana e ambiental causada pelo rompimento da barragem da mineradora Vale em Brumadinho, ocorrida em 25 de janeiro, continua refletindo em vários segmentos sociais e comerciais.

Além das famílias atingidas que contam seus mortos, das histórias e patrimônios perdidos pelas vítimas afetadas diretamente pelos rejeitos da Vale, outros mais distantes também sofrem os impactos do desastre.

Como por exemplo, o município de Pará da Minas também está prestes a enfrentar mais um racionamento de água por culpa da Vale, cujos sedimentos de sua barragem atingiram e contaminaram o Rio Paraopeba. A água do rio oferece riscos a saúde humana e animal, como atestou o Governo de Minas Gerais.

A capação de água para abastecer Pará de Minas foi suspensa em Córrego do Barro e não é possível dizer se algum dia poderá retomada essa captação. Paraminenses não querem temem por sua saúde caso a cidade volte a ser reabastecida pela água do Paraopeba, e não querem nem pensar nessa possibilidade, independente de qualquer laudo que venha a ser apresentado, por quem quer que seja. Acabou a confiança, que já não era tanta naquele manancial.

O setor comercial também foi atingido em cheio devido ao rompimento da barragem da Vale. Muitas siderúrgicas dependem de um percentual significativo do minério de ferro fornecido pela mineradora para manter em funcionamento seu parque industrial.

Fausto Varela Cançado, presidente do Sindicato da Indústria do Ferro do Estado de Minas Gerais (Sindfer) não esconde que existe crise nesse mercado provocado pela tragédia da Vale em Brumadinho:


Fausto Varela Cançado
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Para ele é cedo para apontar as dimensões para as indústrias de ferro em razão do desastre da Vale. Até porque, enquanto algumas que são dependentes daquela da mineradora estão parando, outras continuam funcionando normalmente:

Fausto Varela Cançado
fautovarelacrise2

O sindicalista acompanha o desenrolar do processo em Brumadinho, porque as indústrias de ferro, as quais ele representa, são as primeiras a serem atingidas pelos reflexos dessa tragédia:

Fausto Varela Cançado
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Outro que se mostra preocupado com este cenário resultante do desastre da Vale é Dúlio Diniz de Rezende, diretor comercial de mercado interno da Siderúrgica Alterosa em Pará de Minas. Ele garante que a empresa paraminense não será afetada, por não depender de minério da Vale, mas no cenário geral existe a possibilidade de problemas para algumas empresas com os contratos de exportação:


Dúlio Diniz de Rezende
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O presidente do Sindicato da Indústria do Ferro do Estado de Minas Gerais Fausto Varela Cançado disse que até o momento as exportações não foram afetadas pelos problemas causados ao mercado pelo rompimento da barragem da Vale. Disse que as empresas possuem estoques e ele crê que a situação será contornada antes que comprometa as exportações feitas pelas indústrias de ferro.

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