Casos de violência doméstica seguem aumentando e leis não são cumpridas em sua totalidade, diz especialista

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Os casos de agressão à mulher vêm crescendo ao longo dos anos. Em março de 2019 o Portal GRNEWS publicou reportagem relatando o crescimento dos números nos dois primeiros meses do ano em relação à 2018. Ao menos uma mulher foi agredida naquele ano por dia.

De lá para cá não mudou muita coisa. E infelizmente os dados continuam altos e preocupam. Com o empoderamento feminino, muitas conseguiram se livrar das agressões e a primeira coisa a ser feita é denunciar.

Nestes primeiros meses de 2020, nos escritórios de advocacia, também aumentou consideravelmente o número de mulheres que buscam apoio jurídico após serem violentadas física ou emocionalmente. Como o Portal GRNEWS adiantou em abril, durante a quarentena os números cresceram de forma absurda, pois as pessoas estão dentro de casa, isoladas.

Várias leis foram criadas e outras alteradas, com objetivo de garantir que as vítimas tenham onde e como recorrer, além de prender o agressor e mantê-lo longe da mulher.

Mais uma vez o Portal GRNEWS ouviu a advogada especialista em Direito de Família Janine Batista Lemos. Diante de tantas leis e normativas criadas para ajudar a mulher vítima de violência doméstica, será que todas são cumpridas? A operadora do Direito responde:


Janine Batista Lemos
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A lei existe e é pra ser cumprida. Mas infelizmente não há profissionais suficientes para fazer valer todas as regras e fiscalizar, como denuncia a advogada:

Janine Batista Lemos
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Janine Batista Lemos diz ainda o que os governos podem fazer para ajudar as vítimas de violência doméstica. De grupos de apoio a cursos de profissionalização, para que estas mulheres consigam ter apoio emocional, segurança jurídica e uma profissão, já que na maioria das vezes elas não deixam os parceiros porque não tem como se sustentar:

Janine Batista Lemos
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Para denunciar algum tipo de violência doméstica basta procurar a delegacia mais próxima de casa. Se houve uma especializada neste tipo de atendimento, é melhor ainda, já que os profissionais lidam apenas com estas situações. Se não, o pedido de ajuda também pode vir pela Polícia Militar, ligando no 190.

As vítimas também podem pedir ajuda nas farmácias, que já estão orientadas sobre como proceder.

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