Diretor do HNSC alerta para grande demanda por internações, escassez de medicamentos e profissionais esgotados

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A escassez de medicamentos se tornou um problema nos últimos meses. No início da pandemia os governos conseguiam comprar, mesmo que mais caros, os medicamentos e equipamentos para tratamento de pacientes diagnosticados com a Covid-19, hoje a realidade é preocupante.

A falta de insumos está em todo o país e em alguns locais há risco de faltar até equipamentos para intubação dos pacientes, como relatou em entrevista no final de março o secretário de Estado de Saúde Fábio Bacheretti. As empresas não estão conseguindo dar conta da produção, cuja demanda só aumenta.

O governador de MG Romeu Zema (Novo) também foi à imprensa e citou a possibilidade de faltar medicamentos e insumos no estado. Ele foi à Brasília, pediu ajuda ao governo federal e um esforço internacional para comprar estes produtos em falta.

Muitos agora se preocupam com a situação do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), que atende pacientes não só de Pará de Minas como também de toda a microrregião. Quando necessário chegou a receber até mesmo pacientes do Triângulo Mineiro.

Cláudio Levi é o diretor-técnico Médico do HNSC e esclarece a atual situação da unidade de saúde. Por enquanto, os estoques são suficientes até o próximo sábado, 17 de abril, mas uma nova remessa está a caminho:

Ascom HNSC

Cláudio Levi
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Devido à escassez dos medicamentos, os profissionais revezam a administração. Antes o paciente usava por exemplo, três remédios, mas casos um deles esteja em falta, a unidade começa a intercalar com outras marcas ou medicamentos de outros laboratórios:

Cláudio Levi
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O médico também cita o alto preço dos medicamentos. Em questão de uma semana, o custo é elevado como nunca antes visto:

Cláudio Levi
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Cláudio Levi também fez um desabafo. Os profissionais da saúde estão esgotados com a atual situação e as pessoas continuam nas ruas com os casos aumentando a cada dia, inclusive os graves:

Cláudio Levi
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O consumo de oxigênio líquido e tanques de oxigênio aumentou consideravelmente no hospital. Em março de 2020 foram consumidos 6.990 m³ de oxigênio na unidade. No mês passado foram 20.468 m³.

Os cilindros de transporte também tiveram consumo superior ao esperado. Se em março de 2020 foram 32, em março deste ano, foram 82 cilindros.

No caso do oxigênio, segundo o médico, a situação do HNSC é tranquila em relação a outros municípios, pela posição em que a cidade está localizada:

Cláudio Levi
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A ocupação tanto da UTI como da Enfermaria também é preocupante no HNSC. Há dias a Unidade de Terapia Intensiva está acima dos 90% de taxa de ocupação, chegando a 100% nesta segunda-feira, 12 de abril, e os leitos clínicos estão sempre acima de 60%.

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