Vereador é aplaudido ao pedir vistas e adiar votação de projeto que propõe reajuste para servidores que recebem menores salários na prefeitura
O Portal GRNEWS acompanhou a sessão da Câmara Municipal de Pará de Minas, realizada ontem, 9 de setembro, foi palco de um momento de grande tensão e expectativa. O vereador Lucas Henriques da Silva (Republicanos) pediu vistas ao Projeto de Lei Complementar nº 03/2025, adiando a votação da proposta que promove adequações nos planos de carreira e salários dos servidores públicos municipais. A decisão foi recebida com aplausos efusivos dos servidores que lotavam a galeria do Legislativo, demonstrando o alívio e a aprovação da categoria.
O parlamentar explicou que sua intenção não é atrasar o processo, mas sim garantir um diálogo direto com o prefeito Inácio Franco (PL) antes que o projeto seja levado a voto. Ele ressaltou que, apesar de inúmeras reuniões com secretários e o vice-prefeito Luiz Lima (Cidadania), a categoria ainda não teve a oportunidade de se reunir com o chefe do executivo para “colocar um ponto final nessa decisão”. O vereador espera que o encontro seja agendado rapidamente para resolver o impasse:
Lucas Henriques da Silva
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Crítica à gestão pública
Lucas Henriques da Silva afirmou que é preciso encontrar um ponto de equilíbrio entre a proposta da administração e a demanda dos servidores. Ele criticou o fato de a prefeitura não ter negociado diretamente com a categoria, ressaltando que, embora a maioria deva prevalecer, o Executivo não pode ignorar a insatisfação de parte do funcionalismo.
O parlamentar utilizou uma analogia para destacar seu ponto: “o prefeito é um grande administrador, mas a prefeitura não é um setor privado. Não tem apenas um dono”, pontuando a necessidade de um diálogo mais aberto e inclusivo para que a insatisfação dos servidores seja de fato levada em consideração antes da votação final:
Lucas Henriques da Silva
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O que está em jogo: reajuste e novos cargos
O Projeto de Lei Complementar nº 03/2025 propõe reajustar o salário de servidores que hoje recebem menos que o salário mínimo, elevando o piso para R$ 1.630,00. No entanto, a proposta da prefeitura não atende à reivindicação do sindicato, que luta em nome dos servidores por um valor de R$ 1.850,00.
Além da questão salarial, o projeto também traz alterações na estrutura de cargos, incluindo a criação de 35 novas posições comissionadas de assessor escolar. O cargo, que exige ensino médio completo, teria a função de auxiliar diretores de escola na redação de documentos e na revisão de processos administrativos.
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