Relatório mostra que 584 pessoas morreram em Pará de Minas em 2018; maioria por problemas circulatórios e tumores

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Anualmente o Conselho Municipal de Saúde se reúne com outros órgãos para apresentação do Relatório Anual de Gestão (RAG). Nele constam todas as informações referentes à saúde do município, tanto atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o Hospital Nossa Senhora da Conceição, com dados inclusive financeiros, como os balanços.

Segundo o RAG 2018, 584 pessoas morreram em Pará de Minas no ano passado, a maioria por doenças do aparelho circulatório, tumores, doenças respiratórios, agressões e acidentes de transporte e quedas. No relatório há também a informação que os óbitos por acidentes de trânsito se tornaram um problema de saúde pública no município.

Em 2018 foram registradas na cidade 5.335 internações, aumento de 23,3% em relação a 2017.

Quanto à rede de saúde, o município contou em 2018 com 46 estabelecimentos, destes 44 são geridos pelo município, um pelo estado e um sob gestão dupla, caso da unidade da penitenciária Dr. Pio Canedo.

Foi apresentado também um relatório de obras em construção, como a Unidade Básica de Saúde de Torneiros, do bairro Dom Bosco e o Centro de Especialidades Médicas. Foram reformadas no ano passado as UBS Walter Martins, Serra Verde, Belvedere, São Cristóvão, Santos Dumont, Dom Bosco, CASMUC e Policlínica, esta para adequação do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).

Quanto aos profissionais, em dezembro de 2018 a Secretaria Municipal de Saúde contava com 1.007 matrículas de servidores cadastrados, desde 36,15% são efetivos.

Dos 22 indicadores, o município conseguiu cumprir 18, o que representa 81,82%. A Secretaria relata que os números não puderam ser completos por causa dos exames de mamografia de mulheres de 50 a 69 anos, pois são ofertados fora do domicílio; outra dificuldade é a cobertura vacinal, já que o sistema de informação contratado não conseguiu exportar adequadamente os dados registrados pelos profissionais.

No ano passado o município executou R$ 75.957.108,40 em despesas. Vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) foram R$ 34.782.288,68 e R$ 40.955.195,81 foram de recursos próprios, o que corresponde a 31,89% dos investimentos.

O relatório apresenta ainda as auditorias realizadas. Em 2018 teve início uma analise das contas do Hospital Nossa Senhora da Conceição realizada pelo Núcleo Macrorregional de Auditoria Assistencial Oeste da Superintendência Regional de Divinópolis. Esta auditoria ainda está em andamento.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde Flávio Medina Neto explica como os conselheiros avaliam o funcionamento do RAG:


Flávio Medina Neto
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No parecer do RAG o Conselho Municipal de Saúde ainda identificou os desafios para a saúde em 2019, como capacitação permanente dos servidores, planejamento das ações, atendimento da demanda de consultas, procedimentos e exames de média e alta complexidade, intensificação das ações de promoção à saúde, ampliação da frota de veículos da Secretaria e estimulação da participação da comunidade na gestão da saúde:

Flávio Medina Neto
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O Conselho pediu à Secretaria a relação das UBS que estão com alvará sanitário em dia ou com a autorização de funcionamento. Além disso, solicitou esclarecimentos sobre as tentativas de contratação de prestador na cidade para realizar as mamografias. A meta de 2018 eram fazer 4.321 exames e foram executados apenas 1.426, ou seja, 33% da meta estipulada.

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