Proteja seu patrimônio: saiba como verificar a saúde real do seu banco e fugir de notícias falsas

Desde o encerramento de 2025, o cenário financeiro brasileiro registrou a liquidação de algumas instituições pelo Banco Central (BC), o que gerou uma onda de rumores e desinformação sobre a estabilidade de diversos bancos. Diante de alertas alarmistas e possíveis fake news, o consumidor e o investidor precisam de ferramentas objetivas para avaliar riscos e tomar decisões baseadas em dados oficiais, garantindo a proteção de seus recursos.

Ferramentas oficiais para consulta de dados
Antes de ceder ao pânico causado por boatos, é fundamental utilizar as plataformas de transparência do sistema financeiro:
Autorização do Banco Central: Verifique se a instituição possui permissão para operar acessando “Meu BC” e “Encontre uma instituição” no site do órgão regulador.

Bases de Dados Confiáveis: A Central de Demonstrações Financeiras (CDSFN) do BC permite analisar balanços detalhados. Outra opção é o site Banco Data, que traduz indicadores complexos por meio de cores (verde, laranja e vermelho) para facilitar a compreensão do risco.

Relações com Investidores (RI): Instituições autorizadas devem manter páginas de RI com resumos financeiros acessíveis ao público.

Indicadores de solidez que você deve observar
Para entender se um banco está em apuros, quatro indicadores são fundamentais:

Índice de Basileia: Demonstra a capacidade do banco de absorver perdas com capital próprio. No Brasil, o mínimo exigido é de 11% (13% para cooperativas), mas um patamar acima de 15% é considerado confortável.

Índice de Imobilização: Revela quanto do capital está “preso” em bens fixos, como imóveis. Valores muito altos prejudicam a liquidez imediata. No caso do Will Bank, recentemente liquidado, esse índice estava negativo em 1,9%, enquanto seu Índice de Basileia era de negativos 5,3%.

Lucro Líquido Recorrente e Inadimplência: Resultados positivos consistentes e baixos índices de empréstimos vencidos há mais de 90 dias são sinais de boa gestão.

Rating de Crédito: Notas de agências como Moody’s, S&P e Fitch indicam o nível de risco. Contudo, vale cautela: no caso do Banco Master, agências atribuíam notas altas mesmo com a oferta de taxas de rentabilidade atípicas, como 140% do CDI, enquanto o recomendado pelo mercado é de até 115%.

A rede de proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)
Para investidores, saber o que está protegido é crucial. O FGC garante até R$ 250 mil por CPF/CNPJ (com teto de R$ 1 milhão a cada quatro anos) para os seguintes ativos:

Contas correntes e poupança.

CDB, RDB e depósitos a prazo.

Letras como LCI, LCA e LC.

Atenção: Investimentos como debêntures, CRI, CRA, fundos de renda fixa e títulos públicos (estes últimos garantidos pelo Tesouro Nacional) não contam com a cobertura do FGC. Em caso de falência da instituição, esses valores podem ser perdidos ou sofrer processos de recuperação mais lentos.

Quando acender o sinal de alerta
Sinais objetivos podem indicar que uma instituição corre perigo, como prejuízos seguidos, rebaixamentos de nota por agências, ofertas de rentabilidade extraordinária para captar recursos rápido ou a entrada em regimes especiais de administração do BC. Para quem busca o menor risco de crédito do país, o Tesouro Direto continua sendo a opção mais segura, seguido por CDBs e letras de grandes bancos com alta solidez comprovada. Com informações da Agência Brasil

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