Economia mineira acelera com vendas externas bilionárias no início de 2026
O estado de Minas Gerais abriu o ano de 2026 com um desempenho robusto no comércio exterior, consolidando sua posição como uma das principais potências exportadoras do Brasil. No primeiro mês do ano, as exportações mineiras atingiram a marca de US$ 3,3 bilhões, o que representa um crescimento de 1,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse volume de vendas para o mercado internacional garantiu ao estado a terceira colocação no ranking nacional de exportadores, sendo responsável por 12,9% de tudo o que o país vendeu para fora.
Balança comercial apresenta saldo positivo e diversificação de mercados
O resultado comercial de Minas não se destaca apenas pelo volume bruto, mas também pelo equilíbrio financeiro. O superávit — diferença positiva entre exportações e importações — alcançou US$ 1,7 bilhão em janeiro, registrando uma alta de 5,9% em relação a janeiro de 2025. Ao todo, a produção mineira atravessou fronteiras para chegar a 153 países. A China continua sendo o principal destino comercial, absorvendo quase um terço de tudo o que é enviado ao exterior, seguida por parceiros tradicionais como Estados Unidos e Argentina, além de mercados em forte expansão como o Reino Unido e os Emirados Árabes Unidos.
Minério e café lideram a pauta de exportações estaduais
A força do agronegócio e da mineração continua a sustentar o protagonismo de Minas Gerais. O minério de ferro liderou a lista de embarques, gerando US$ 928,3 milhões, seguido de perto pelo café, que movimentou US$ 786,3 milhões. Um dado que chama a atenção é o crescimento vertiginoso nas vendas de ouro, que saltaram mais de 100% em relação ao ano passado, e da soja, que registrou uma expansão impressionante de 432,3%. Outros itens como ferro-ligas, açúcar e produtos siderúrgicos também reforçaram a liderança mineira em diversos segmentos produtivos.
Perfil das importações e visão de crescimento futuro
No que diz respeito às compras internacionais, Minas Gerais movimentou US$ 1,5 bilhão, ocupando também o terceiro lugar entre os maiores importadores do país. A pauta de importações foi marcada por itens de alta tecnologia e insumos essenciais, como turborreatores, turbinas a gás e produtos farmacêuticos, incluindo imunológicos e medicamentos. Segundo a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa, o início positivo em 2026 reflete o objetivo contínuo do governo em diversificar parceiros e fortalecer a competitividade dos produtos mineiros no cenário global. Com informações da Agência Minas


