Aliança estratégica entre Mercosul e União Europeia redefine o comércio global
O cenário internacional testemunhou nesta sexta-feira (9), um avanço decisivo com a aprovação, por maioria qualificada dos Estados-membros da União Europeia, do Acordo de Parceria com o Mercosul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o momento como um “dia histórico para o multilateralismo”, destacando que a iniciativa cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta. A decisão consolida a integração de dois blocos que, somados, reúnem uma população agregada de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
Vitória da cooperação sobre o protecionismo
Em um contexto global marcado por tensões geopolíticas e tendências isolacionistas, a formalização deste entendimento é vista pelo governo brasileiro como um triunfo do diálogo. Segundo o presidente Lula, o tratado funciona como um contraponto ao unilateralismo, estimulando o crescimento econômico e simplificando as normas comerciais para ambos os lados. O acordo não apenas amplia o horizonte para as exportações do Brasil, mas também facilita a entrada de investimentos produtivos vindos da Europa.
O que muda na prática com a redução de tarifas
A implementação do acordo prevê uma redução gradual de tarifas, o que impactará diretamente a competitividade nacional ao diminuir os custos de insumos, máquinas e medicamentos importados da União Europeia. Para o cidadão comum, estima-se uma queda média de 0,56% nos preços ao consumidor ao longo de duas décadas, contribuindo para o controle da inflação no mercado interno.
Impactos esperados no emprego e na renda
As projeções econômicas de longo prazo são otimistas quanto ao fortalecimento do mercado de trabalho e do poder de compra. Com a consolidação da parceria, a expectativa é de:
Aumento real nos salários dos trabalhadores;
Ampliação substancial dos investimentos estrangeiros no país;
Geração contínua de novos postos de trabalho em diversos setores.
Impulso robusto à economia brasileira
Os efeitos estimados para a economia do Brasil são significativos. Projeta-se um incremento de 0,34% no PIB, o que representa cerca de R$ 37 bilhões adicionais à riqueza nacional. No setor externo, o impacto é ainda mais expressivo, com uma previsão de aumento de 2,65% nas exportações, gerando um acréscimo de aproximadamente R$ 52 bilhões.
Trajetória de negociação e próximos passos institucionais
O desfecho atual coroa um processo que teve início em 1999 e que exigiu um esforço político intenso nos últimos anos para superar impasses e modernizar o texto. Com a chancela europeia, o cronograma segue agora para a assinatura formal dos instrumentos em data a ser definida. No Brasil, o documento será submetido ao escrutínio do Congresso Nacional, rito que também deverá ser seguido pelos demais parceiros sul-americanos. No caso da União Europeia, o procedimento padrão exige a aprovação do Parlamento Europeu para a vertente comercial do pacto. Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República


