Ministério da Saúde desmente fake news nas redes sociais e reforça que vacina contra gripe não causa a doença

O Governo Federal emitiu um alerta oficial para combater uma nova onda de desinformação que atinge as redes sociais. Publicações sem fundamentação científica alegam, de forma enganosa, que o imunizante contra a gripe poderia elevar as chances de infecção ou agravar o estado de saúde dos pacientes. O Ministério da Saúde reitera que tais afirmações são falsas e que a vacinação permanece como a estratégia mais segura para evitar complicações graves.

Tecnologia de vírus inativado garante segurança
Diferente do que sugerem os boatos, a vacina trivalente distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é composta por vírus fragmentados, purificados e inativados. Na prática, isso significa que o agente infeccioso está “morto”, sendo incapaz de se reproduzir ou desencadear a enfermidade no organismo de quem recebe a dose. O papel do imunizante, fabricado pelo Instituto Butantan, é preparar o sistema de defesa para identificar e combater o vírus real de forma eficiente.

Confusão com outros vírus respiratórios
Uma das explicações para a percepção equivocada de que a vacina “não funcionou” reside na sazonalidade. A campanha de imunização ocorre justamente nos períodos de outono e inverno, quando há uma circulação intensa de diversos microrganismos, como o rinovírus, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o coronavírus. Caso uma pessoa vacinada contra a influenza apresente sintomas respiratórios, é provável que a causa seja um desses outros agentes, cujos sinais clínicos são bastante semelhantes aos da gripe comum.

Avanço da campanha e grupos prioritários
A mobilização nacional, que se estende até o dia 30 de maio nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, já distribuiu mais de 2,3 milhões de doses. O foco principal são os grupos mais suscetíveis a quadros severos, incluindo idosos a partir de 60 anos, crianças pequenas, gestantes, profissionais da educação e da saúde, além de pessoas com comorbidades. Como o vírus influenza sofre mutações frequentes, a atualização anual da dose é indispensável para garantir a proteção contra as cepas mais recentes indicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Monitoramento de novas variantes
O Brasil mantém um sistema de vigilância rigoroso, coordenado por instituições de referência como a Fiocruz e o Instituto Adolfo Lutz. Atualmente, as autoridades monitoram de perto a variante Influenza A (H3N2) do subclado K, que tem registrado alta incidência na América do Norte. Até o momento, apenas quatro casos dessa linhagem foram identificados em território brasileiro, reforçando a importância do diagnóstico precoce e da adesão em massa à vacinação para manter o controle epidemiológico. Com informações da Agência Brasil

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