Elite brasileira mantém hábitos de consumo físico e evita compras totalmente digitais
Engana-se quem pensa que o topo da pirâmide financeira no Brasil é totalmente dominado pelo consumo digital. Embora a tecnologia faça parte do cotidiano, uma parcela significativa da elite brasileira mantém o pé no mundo físico. Dados inéditos do 1º Anuário Mosaic Insights, desenvolvido pela Serasa Experian, revelam que 34% dos cidadãos com rendimentos superiores a 20 salários mínimos realizam poucas ou nenhuma transação comercial em ambientes virtuais. Para esse grupo seleto, a internet pode até servir como vitrine inicial, mas a decisão final e a conclusão da compra costumam ocorrer através do relacionamento direto e em canais presenciais.
O afunilamento da riqueza e o perfil do consumo premium
O universo dos chamados “super-ricos” no Brasil é extremamente restrito, representando menos de 1% da população total do país. O estudo mostra um afunilamento intenso: apenas 0,40% dos brasileiros possuem renda mensal acima de 30 salários mínimos. Diferente do estereótipo da ostentação desenfreada, o comportamento desse público está mais conectado à conveniência e à manutenção de uma rotina prática. O consumo de alto padrão se concentra em categorias essenciais e de bem-estar, como eletrônicos de ponta, serviços de delivery, farmácia, cosméticos de luxo e itens para o lar.
Uma elite jovem e diversa que desafia estereótipos
A imagem da elite brasileira está passando por uma renovação geracional. O anuário destaca que um em cada quatro indivíduos classificados como super-ricos tem até 39 anos de idade. Esse dado sugere que, além das fortunas herdadas, o cenário atual reflete carreiras profissionais aceleradas e o sucesso do empreendedorismo dinâmico. A distribuição etária mostra que 20,2% desse público está na faixa dos 30 aos 39 anos, enquanto a maior concentração de riqueza se consolida entre os 40 e 49 anos, que representam 31,4% do grupo.
Múltiplas faces da riqueza exigem estratégias personalizadas
Não existe uma “elite única” no Brasil. A análise por clusters revela que 68% dos super-ricos são executivos consolidados de alta renda, mas o topo da pirâmide também é composto por 12% de classe média urbana estruturada e 8% de empreendedores e autônomos em fase de crescimento. Cada um desses grupos possui jornadas de decisão distintas e sensibilidades diferentes ao fluxo de caixa.
Para as marcas que buscam se comunicar com esse público, entender essas nuances é vital. A estratégia não pode se basear apenas no critério de renda alta, sob o risco de cair em simplificações. É preciso compreender que o digital, para muitos, é apenas a porta de entrada, e que a confiança e o atendimento personalizado continuam sendo moedas valiosas para quem detém o maior poder de compra no país. Com informações da Assessoria de Comunicação da Serasa Experian.

